Times da NLB lutam para jogar Nacional

O basquete brasileiro continua em guerra. Cinco clubes que disputam a Nossa Liga brigam no STJD da Confederação Brasileira para entrar no Campeonato Nacional. Oscar Schmidt, presidente da NLB e também gerente da Telemar-RJ, é enfático. ?O Grego (Gerasime Bozikis, presidente da CBB) mudou as regras, dizendo que quem disputa a NLB não disputa o Nacional. Chega de ditadura! Ganhamos a vaga na quadra, quando fomos campeões do Nacional no ano passado. Queremos a vaga para termos direito de escolha e porque queremos disputar a Liga Sul-Americana?. Além disso, pequenas intrigas atrapalham os clubes que disputam o Estadual e a NLB. Alguns técnicos, como Luís Augusto Zanon, da Winner/Limeira, e Marcel de Souza, da Tahitian Noni/Jundiaí, mais José Medalha, o diretor-executivo, e Oscar Schmidt, o presidente da NLB, explicam que a tabela de sua competição não é divulgada com antecedência por receio de que a Federação Paulista de Basquete marque jogos no mesmo dia. ?Não queremos choques com a FPB. Mas isso, coincidentemente, acontece?, disse José Medalha. Sobre a possível participação de Limeira, Casa Branca, Araraquara, Ulbra, São José dos Pinhais e Telemar no Nacional da CBB, o dirigente desconversa. ?Não é problema nosso. Esses times são nossos associados e estão brigando pelo direito de também disputar o Nacional?. Luís Augusto Zanon, que dirige o time de Limeira, é um dos técnicos que está no meio do ?tiroteio? ? sua equipe disputa a NLB e o Paulista. ?É difícil administrar isso. Nosso interesse em disputar o Nacional é porque é um campeonato forte e ouvimos que este ano a CBB está propondo coisas que não propôs o ano passado. Por exemplo: ajuda em alguns gastos?, assinala. Nos bastidores, fala-se que a Confederação deu R$ 10 mil para cada clube na temporada passada e que, para 2005/2006, a verba seria de R$ 30 mil. De qualquer forma, o técnico Zanon se mostra descrente quanto a um acordo entre NLB e CBB/FPB. ?Os problemas políticos são tantos que acho impossível se chegar a um entendimento. O caso dos jogos que batem no mesmo dia já aconteceu conosco, mas conseguimos alterar a data da Nossa Liga. No Nacional da CBB não conseguimos mudar o jogo nem em meia hora?. João Marcelo Leite, treinador da Uniara/Araraquara, se esquiva das perguntas. ?Posso falar apenas que jogar três vezes na mesma semana não é bom para nenhum time?, diz o técnico, questionado sobre a possibilidade de disputar campeonatos conflitantes como da NLB e o Nacional. Grego não vai falar sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, o presidente vai esperar a decisão do STJD, que deve sair até quarta-feira. Outra ?picuinha menor? entre as entidades: a NLB permite que os técnicos usem bermudas em quadra ? o que é proibido para CBB e a FPB. ?Inovamos no ano passado quando usamos bermudas no Campeonato Carioca. Veio um decreto antes do Nacional dizendo que era proibido. Os caras não gostam de mim, mesmo. Só rindo...?, finaliza Oscar.

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