Biarman Prado/MB
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Times nordestinos se movimentam para disputar o Campeonato Paulista

Sport e Maranhão tentam parcerias com cidades do interior para poder manter o time em atividade durante toda a temporada

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2013 | 19h12

SÃO PAULO - O Campeonato Paulista feminino de basquete, que terá início em agosto, pode ter o reforço de duas equipes nordestinas de alto nível: o Sport, que tem o elenco mais caro da Liga Feminina, e o Maranhão, de Iziane.

As duas equipes procuram fazer parcerias com prefeituras do interior, nos moldes das que já foram feitas no passado pelo Paraná Basquete de Hortência, que representava Carapicuíba e foi campeão estadual em 1999.

"Temos o projeto de disputar o Campeonato Paulista no segundo semestre. É uma forma de mantermos o time em atividade por todo o ano e conservarmos o time contratado", diz o técnico do Sport, Roberto Dornellas, que comanda um verdadeiro esquadrão, com Erika, Adrianinha, Alessandra e Franciele.

O técnico do Maranhão, Antônio Carlos Barbosa, também confirmou que há conversas com prefeituras do interior. "Não há nada definido ainda, apenas negociações", diz o ex-treinador da seleção brasileira, que dirige um elenco que conta com Iziane, Damiris, Kelly e Chuca.

O Sport tem o apoio da prefeitura do Recife e do governo de Pernambuco. Para viabilizar a participação no Paulista, tenta atrair um patrocinador da iniciativa privada.

Por ora, Dornellas conversa com a Globo Nordeste, que está interessada em transmitir partidas da LBF para todo o Nordeste em TV aberta. Já há um precedente: em 2007, um jogo do antigo Nacional feminino, entre Sport e Ourinhos, foi exibido.

O presidente da Federação Paulista, Toni Chakmati, confirma que essas negociações envolvendo o Paulista já chegaram ao seu conhecimento. O dirigente esclareceu ainda que não foi nenhum problema de saúde que impediu sua presença na eleição à presidência da CBB, no Rio, mas pura "falta de opção". "O presidente que está no poder há quatro anos (Carlos Nunes) não fez nada. Entregou a CBB ao Brunoro e resolveu viajar pelo mundo. E o outro ficou doze anos (Gerasime Bosikis) e também não deixou saudades. Eu não iria me deslocar até o Rio para votar num candidato desses". 

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