Divulgação/LNB
Divulgação/LNB

Trio do Mogi desafia 'energia' do Paulistano na decisão do NBB

Equipe da capital aposta na maior rotação dos jogadores para tentar superar Shamell, Larry Taylor e Tyrone

Marcius Azevedo, Gabriel Melloni, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2018 | 06h00

A série melhor de cinco da final do NBB (Novo Basquete Brasil) entre Paulistano e Mogi das Cruzes, que começa neste sábado, às 14h, no ginásio Hugo Ramos, com transmissão da Band e SporTV, reúne estilos bem diferentes atrás de um título inédito. O time da capital, do técnico Gustavo De Conti, aposta em uma rotação frenética dos jogadores para não perder intensidade. Já Guerrinha centraliza o jogo de sua equipe no ‘Big Three’ formado por Shamell, Larry Taylor e Tyrone.

+ Importantes, Deryk e Jimmy se desdobram dentro e fora de quadra

O desenho tático do atual Paulistano foi traçado no início da temporada, ainda sob os efeitos da derrota da final do NBB9 para o Bauru. Gustavinho contratou jogadores que tinham condições de produzir muito em pouco tempo em quadra, tudo para manter um ritmo acelerado. Elinho, Derky, Fuller, Sommer, que ficará de fora por causa de uma lesão, se encaixaram perfeitamente no conceito, que inclui muitos arremessos de três pontos. São 34 tentativas por jogo, com 12 acertos.

Não à toa, o time da capital fez uma campanha avassaladora na temporada regular, perdendo o primeiro lugar para o Flamengo apenas na última rodada. Foram 24 vitórias e apenas quatro derrotas. Nos playoffs, séries duríssimas contra Basquete Cearense e Bauru. A da semifinal decidida apenas no quinto e último jogo. 

"Pode não ser o jeito mais certo de jogar basquete, mas também não é errado. É só uma maneira de jogar. Não queremos que todo mundo faça como nós, mas é a nossa característica. Correr, chutar bastante de três pontos, atacar a cesta em um mínimo espaço”, explicou o técnico Gustavinho. “Às vezes não dá certo, mas estamos preparados para quando não dá certo.”

O estilo agressivo fez do Paulistano o melhor ataque do NBB, com média de 83,9 pontos. Do outro lado da quadra, no entanto, estará uma equipe consistente defensivamente. O time de Guerrinha é o líder nesta estática, com apenas 70,2 sofridos por jogo. Nos playoffs, o desempenho foi ainda melhor, com média de 66,3 por partida. 

A eficiência na defesa é reflexo do trabalho do treinador, que, desde que chegou na temporada 2016/2017, fez de Mogi das Cruzes uma equipe ainda mais competitiva. Foram quatro finais em seis torneios e dois títulos, um Paulista e uma Liga Sul-Americana. O time ainda foi vice da Liga das Américas e agora busca o título do NBB.

Com o sistema defensivo ajustado, as ações ofensivas são centralizadas no ‘Big Three’. Quase sempre, Shamell, Larry Taylor e Tyrone vão definir no ataque. Guerrinha não esconde de ninguém. “Eles passam muita segurança ao elenco, não só pela qualidade técnica e tática, mas também pelo comprometimento com o time. Geralmente estrangeiros jogam por estatística, eles não. Eles jogam para ganhar os jogos, não pensam em estatísticas pessoais para arrumar contrato”, elogiou.

“Esse espírito faz uma diferença muito grande. Eles com certeza são referências e serão muito importantes nessas finais”, completou Guerrinha.

Fundamental na vitória sobre o Flamengo no jogo 4, que garantiu Mogi na decisão, quando anotou 40 pontos, Shamell destaca o entrosamento do trio. “Temos uma confiança muito grande um no outro. Sabemos da nossa qualidade e o que podemos fazer juntos. Somos três americanos que entendem um ao outro e por isso conseguimos formar um belo trio. Muitas vezes começamos a vibrar e isso acaba virando a chave de todos os outros do time.”

Mogi aposta ainda na força da torcida para largar na frente. A equipe ostenta uma média de 4.235 pessoas nos playoffs, uma taxa de ocupação de 79,6% do ginásio Hugo Ramos. Na temporada regular, foram 2.928, atrás apenas de Franca (média de 3.187 pessoas). O Paulistano quer beliscar uma vitória no jogo 1 para depois buscar o título nos dois jogos como mandante.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.