Sean Gardner/Reuters - 10/2/2010
Sean Gardner/Reuters - 10/2/2010

Trocas levam Dragic para Miami e Garnett de volta a Minnesota

Negociações envolveram 37 atletas e futuras escolhas no Draft; Com 38 anos, 'Big Ticket' retorna e é maior aposta do Wolves

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 11h22

Quase uma semana depois do All Star Game, o jogo das estrelas da NBA, a Liga voltou a gerar expectativa nos fãs de basquete. As trocas de jogadores e negociações por futuras escolhas no sistema de recrutamento de novos atletas (Draft) movimentaram treinadores, general managers e proprietários de franquias esta semana. No fechamento da janela de trocas da temporada, 37 jogadores foram envolvidos em transações e mudaram de casa. Confira as que causaram mais impacto na Liga.

1) Goran Dragic no Miami Heat

O armador deixou o Phoenix Suns, onde cresceu na Liga sob a tutela de Steve Nash. Com um perfil cadenciado e visão de jogo, o esloveno é um armador típico, um verdadeiro 'termômetro' da equipe dentro de quadra. Em sua sexta temporada na NBA, Dragic leva para a costa oeste 16,2 pontos por jogo, 3,6 rebotes e 4,1 assistências. Somados, os quatro jogadores que deixaram o time na troca ( Norris Cole, Danny Granger, Shawne Williams e Justin Hamilton) contribuíam com 22 pontos, 10,2 rebotes e apenas 5,5 assistências. Dragic chega para ser o titular do Heat no lugar de Mario Chalmers, que nunca deu conta do 'calor' de Miami. Ao lado de Dwayne Wade, Luol Deng e Hassan Whiteside (Chis Bosh está fora da temporada por problemas pulmonares) a equipe ganha mais musculatura para sustentar uma vaga nos Playoffs (atualmente é a 7º no Leste). No entanto, Goran não é um mágico. Sem chance de título ou finais de conferência este ano para Pat Riley, o técnico Eric Spoelstra e seu staff.

2) 'Big Ticket' de volta as Wolves

Kevin Garnett volta ao Minessota Timberwolves bem diferente de quando o deixou. Vive seus piores números na carreira, mas nem por isso deixa de ser uma boa aquisição para os Wolves, que já defendeu por 12 temporadas. Ali, Garnett ficou conhecido como 'Big Ticket', por sua capacidade de empolgar e entreter os fãs do jogo toda vez que entrava em quadra. Jogador enérgico e de muita raça, ele acrescenta experiência e força ao grupo formado por Rick Rubio, Zach Lavine e Kevin Martin, que nesta temporada não conseguiu nada melhor do que 12 vitórias em 54 jogos. Em Brooklyn, Garnett era sempre visto no banco de reservas aconselhando os mais novos. O veterano está em sua 19° temporada, com 38 anos, e deixou os Nets numa troca envolvendo Thaddeus Young. Ele chega a Mineápolis com 6,8 pontos por jogo, 6,8 rebotes e 1,6 assistências, com uma média de 20 minutos em quadra.

3) 76ers recebe Javale Macgee

Esta troca merece destaque não pelo reforço da equipe de Philadelfia, se é que ele de fato existe, mas pela saída do calouro sensação do ano passado, Michael Carter Williams. Eleito o rookie do ano em 2014, o ala/armador está de mudança para Milwaukee, onde defenderá os Bucks.  O sophomore (2º ano) tem médias de 15 pontos, 6,2 rebotes e 7,4 assistências, um jogo explosivo e de habilidade. Em troca, o 76ers receberam duas escolhas de primeira rodada do Draft, uma escolha de segunda rodada deste ano (o modesto Isaiah Canaan), e Javale Mcgee, ex-Wizards e que chegou de Denver. Com pouco espaço no garrafão da equipe do Colorado, o pivô de 2,13 fez sua estreia ontem (20) na nova derrota dos Philadélfia, dessa vez para o Indiana Pacers. Embora já tenha protagonizado belos lances na Liga, especialmente quando jogava com John Wall, em Washington, Mcgee não fez nada além do que se esperava dele. Marcou 2 pontos, pegou 2 rebotes e deu uma assistência. Até a parada para o All Star Game, no último fim de semana, ele ajudava os Nuggets com apenas cinco pontos e três rebotes por partida. Caso os 76ers não acertem nas futuras escolhas do Draft, esta troca terá sido desastrosa para a equipe. Michael Carter ao lado de Jason Richardson, Kirilenko e Nerlens Noel tinham tudo para fazer de Philadélfia uma equipe, pelo menos, de meio de tabela. Mas escolheram ter mais um pivô no plantel, enfraquecendo o jogo em cima. Agora é só aguardar. O time tem a segunda pior campanha da Conferência Leste (12 V- 42 D), à frente do já morto, New York Knicks (10 V-44 D).

4) Kyle Singler ao lado de Durant e Westbrook

Além de Miami, outro time que se deu bem com as trocas pós-All Star Game foi o Oklahoma City Thunder.Na troca tripla envolvendo o Detroit Pistons, Utah Jazz e Oklahoma, Reggie Jackson (até então no Thunder) foi para os Pistons, Kendrick Perkins (ex-Oklahoma) foi para o Jazz e o Thunder ficou com Ennes Kanter, Kyle Singler, D.J. Augustin e Steve Novak. Apesar de perder Reggie Jackson, a chegada de Singler e DJ. Augustin recompõem as opções no banco do técnico Scott Brooks. Singler está em sua terceira temporada e ainda gera expectativas por conta das grandes atuações na Universidade de Duke. Alguns acreditam que é preciso apenas mais um pouco de maturidade para o ala melhorar suas estatísticas. Hoje, ele tem médias de 7,1 pontos, 2,6 rebotes e 1,2 assistências. Já Augustin contribui com seu bom chute da linha dos três pontos -terminou a temporada passada com 40% de aproveitamento- e 10,6 pontos por partida, 1,9 rebotes e 4,9 assistências. Ele também pode ser o armador que o Thunder precisa nos momentos mais delicados do jogo, já que Westbrook, convenhamos, de armador não tem nada.

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