Uniara empolga torcida de Araraquara

Após Rodrigo roubar a bola de Fúlvio, armador da Unimed/Franca, nos últimos sete segundos, e enterrar a bola que garantiu a vitória da Uniara/Fundesport, por 69 a 67, no quarto jogo do play-off semifinal do Campeonato Paulista de Basquete Masculino, na noite de ontem, no Ginásio Gigantão, a torcida de Araraquara ficou eufórica. Pela primeira vez, e no terceiro ano em que disputa a elite estadual, o time, que eliminou Franca por 3 a 1, disputará uma decisão. ?Agora precisamos deixar a emoção de lado", disse o técnico Antonio José Paterniani, o Tom Zé, que está no comando do time há apenas seis meses. Tom Zé já pensa no primeiro jogo da série melhor-de-cinco da final (o adversário terá vantagem), no domingo, mas é realista: "Esse resultado, chegar à decisão, é prematuro", diz. Ele lembra que a meta era chegar entre os sete primeiros colocados e garantir uma vaga na Liga Nacional. "Quando vim para cá, fiz um contrato de dois anos com a universidade, pois entendia que esse era um tempo médio para fazer o trabalho de base", explica o treinador, que antes era auxiliar-técnico do Ribeirão/COC - trabalhou com José Medalha (que substituiu em oito partidas), Guerrinha, Edvar Simões e Aluísio Ferreira (Lula). "Subimos degraus além do planejado." O treinador da Uniara também teve de mostrar pessoalmente o que pretendia aos jogadores. "Levei um a um até Araraquara, pois ninguém acreditava no projeto", diz Tom Zé. Então, começou a montar o grupo, usando como critério inicial contratar os jogadores que estavam fora do Estado e que queriam disputar o Paulista. Assim, vieram Rodrigo e Márcio (Londrina), Luís Fernando (Unit/Uberlândia) e Arnaldinho (Botafogo-RJ). Outro reforço importante foi Pipoka, de 38 anos, que pretendia encerrar a carreira devido a uma lesão num dos joelhos. André era do COC e Pedro do Casa Branca. Com os 12 jogadores, a Uniara gasta cerca de R$ 50 mil mensais. Como agora Tom Zé é mais respeitado em Araraquara, ele quer aproveitar o momento para massificar o esporte, não só o basquete. "Minha fala será mais forte e um projeto já tinha sido discutido com a Fundesport há 45 dias", comenta o treinador. A prefeitura deverá recuperar praças esportivas e alunos e professores da universidade vão trabalhar nessas áreas. Mas o basquete está ocupando o espaço deixado pelo futebol da Ferroviária, que despencou na década de 90 e chegou à quarta divisão estadual (agora está na terceira). O vôlei do Náutico mantém-se em destaque, mas é a Uniara que está numa final.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2002 | 15h15

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