Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
Divulgação
Divulgação

Varejão crê em medalha olímpica apesar de 'má fase' brasileira na NBA

Atletas do País pouco jogam na melhor liga de basquete do mundo

Entrevista com

Anderson Varejão

Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 07h00

A temporada 2015/16 da NBA começou com recorde de brasileiros, nove no total. Mas o fato, que representa o reconhecimento internacional do basquete brasileiro pode atrapalhar um pouco na preparação do País para os Jogos de 2016.

Apenas o armador Raulzinho Neto, do Utah Jazz, vem atuando como titular, mas com poucos minutos. Nenê e Varejão perderam seus postos no quinteto inicial de Washington Wizards e Cleveland Cavaliers, respectivamente. Leandrinho já era reserva no campeão Golden State Warriors e Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Bruno Caboclo e Lucas Bebê (Toronto Raptors) pouco têm pisado nas quadras.

Um dos mais experientes desse grupo, Anderson Varejão acha que para todos o "ideal era estar jogando mais". Mas, mesmo assim, o pivô, que acabou de ser anunciado como atleta da Coca-Cola para ações na Olimpíada, acredita em um lugar no pódio em 2016. "Com o grupo que temos, podemos representar o Brasil bem e conseguir uma medalha."

Confira bate-papo do Estado como Varejão.

O que esperar desse time do Brasil em 2016?

Já provamos nas duas últimas competições internacionais que temos condições de competir de igual para igual com as outras seleções. Infelizmente erramos em alguns detalhes, no fim dos jogos, e perdemos. Mas essas coisas acontecem quando se joga uma competição rápida, com jogos todos os dias, como é uma Olimpíada e um Mundial. Mas com o grupo que temos, podemos representar o Brasil bem e conseguir uma medalha.  

Você achou que o Brasil poderia ficar sem a vaga nos Jogos de 2016 por causa da dívida da CBB com a FIBA?

Quando ouvi pela primeira vez não quis acreditar. Não digo que fiquei com medo de perder a vaga, sem o convite teríamos que jogar para se classificar, mas sempre tive confiança que tudo seria resolvido da melhor maneira. 

Os brasileiros que atuam na NBA têm ficado muito tempo no banco. Pensando nos Jogos, era melhor estar atuando com mais regularidade? Ou essa experiência na NBA, mesmo que apenas nos treinamentos, é válida?

O ideal era estar jogando mais. Mas todo mundo que está aqui é profissional e sabe que deve estar preparado para servir o clube e também a seleção nos Jogos Olímpicos.

É a última chance dessa geração, que consolidou o Brasil na NBA, de ganhar um título de expressão para o Brasil?

Não é a última, mas é uma ótima oportunidade. Vamos jogar no Brasil, com apoio da torcida e já provamos em competições internacionais, como Olimpíada e Mundial, que, se jogarmos neste nível, podemos sim sonhar com algo muito especial, como uma medalha.

Você está jogando com minutos limitados nesta temporada. Isso foi combinado ou é uma opção do David Blatt?

É opção do técnico. Desde o início da temporada eu sabia que iria demorar para estar 100%. Tive uma lesão séria (rompimento do tendão de Aquiles), já estou bem fisicamente, mas ainda falta o ritmo de jogo. Estou trabalhando muito nos treinos para recuperar espaço no time.

O Cavs está muito acima do teto salarial da NBA. Você teme ser trocado até o fim da temporada para aliviar o valor excedente?

Não me preocupo com isso. Mas sei que isso é um negócio e tudo pode acontecer.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.