Divulgação/Burgos
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Vitor Benite lidera o Hereda San Pablo Burgos na final da Copa Intercontinental

Armador brasileiro pode conquistar o torneio pela segunda vez; equipe espanhola enfrenta o Quimsa, em Buenos Aires

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 15h54

Vencedor da Liga dos Campeões da Europa de 2020, o Hereda San Pablo Burgos entra em quadra neste sábado, às 18h, liderado pelo brasileiro Vitor Benite, atrás de mais uma conquista. A equipe espanhola enfrenta o Quimsa, da Argentina, em Buenos Aires, na decisão da Copa Intercontinental da Fiba.

Capitão do time, o armador pode conquistar o seu segundo título da competição, já que foi campeão com o Flamengo, na edição de 2014. "Eu e todo o time estamos confiantes e concentrados. Jogar uma final e disputar um título é algo que sempre motiva o jogador. Temos de nos preparar bem e concentrar o máximo possível para trazer mais esta conquista para Burgos", afirmou Benite.

O jogador de 30 anos destaca o tamanho da importância deste título. O da Liga dos Campeões da Europa, conquistado sobre o AEK, da Grécia, já foi uma façanha inédita. "O time sabe muito bem a importância para a cidade e para o clube de ganhar um título intercontinental. A gente vem se preparando bastante para isso, sabendo que o jogo único muda a forma de enfrentar o adversário, principalmente com a pressão de uma final. Precisamos estar preparados com os diferentes ânimos psicológicos dentro do jogo para sairmos com a vitória."

Benite elogio o adversário. "É um time argentino com talento e jogadores que podem nos trazer problemas. Mas, por ser um jogo único, creio que o mais importante seja a parte psicológica, a nossa concentração e como vamos trabalhar os altos e baixos dentro da partida. Isso vai ser mais importante que qualquer outra coisa. O fato de não haver torcida faz com que seja uma final diferente. Acredito que isso torne o jogo mais frio, pensado e equilibrado", afirmou.

 Há sete anos, o armador fazia parte do elenco do Flamengo que derrotou o Maccabi Tel-Aviv, de Israel, em duas partidas. Conhecedor das equipes sul-americanas, o ala vê nisso um fator positivo para tentar neutralizar os argentinos. "Eu sei muito bem como funciona a cabeça de quem enfrenta um time europeu. Existe uma certa obrigação de quem vem da Europa em ganhar esse jogo, e isso faz com que o time da casa entre com aquele ânimo a mais, de ser o conquistador de algo que ninguém espera", alertou.

"Por ter estado do lado de lá, aprendi que o time europeu precisa vir bem preparado, sabendo da qualidade dos times latinos e, que se vier desconcentrado, a chance de perder é muito grande. Espero passar um pouco dessa experiência, sabendo que vai ser um jogo muito duro", completou. 

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