Carlos Barria/REUTERS
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Yao Ming anuncia sua aposentadoria do basquete

Atleta de 30 anos é obrigado a encerrar a carreira por causa de lesões

Agência Estado,

20 de julho de 2011 | 09h46

XANGAI - O chinês Yao Ming anunciou nesta quarta-feira, de forma oficial em uma concorrida entrevista coletiva em sua cidade natal, que uma série de lesões no pé e na perna o obrigaram a se aposentar do basquete profissional.

"Formalmente terminarei com a minha carreira", afirmou o pivô do Houston Rockets, de 2,29m de altura, que estreou na NBA em 2002 como número 1 do draft, antes de se tornar o principal líder da equipe na liga profissional de basquete dos Estados Unidos.

Por causa das seguidas lesões que amargou, Yao Ming viu a sua carreira ser encurtada e ficou de fora de cerca de 250 jogos nos últimos seis anos na NBA. Agora aposentado, o chinês prometeu, porém, não se afastar do esporte que o tornou um grande ídolo em seu país.

"Hoje é um importante dia para mim e tem um significado especial tanto para a minha carreira no basquete quanto para o meu futuro", disse o atleta, de 30 anos, que acabou ficando mais próximo de decidir pela sua aposentadoria depois de ter sofrido a terceira fratura por estresse no pé esquerdo no final do ano passado.

"Meu últimos seis meses foram uma agonizante espera. Eu estava pensando (sobre o meu futuro) mais e mais", disse Yao Ming. "Hoje eu estou anunciando uma decisão pessoal: terminando minha carreira como um jogador de basquete e me aposentando oficialmente. Mas uma porta está fechando outra está se abrindo", acrescentou.

O agora ex-jogador disse que irá retornar ao trabalho com o seu ex-clube na China, o Shanghai Sharks, com a possibilidade se tornar diretor geral do time. "Minha carreira de jogador começou com o clube. Espero que eu possa fazer algo por ele", enfatizou Yao Ming, que também pretende continuar o trabalho filantrópico que realizada por meio de sua fundação.

O comissário da NBA, David Stern, enviou um comunicado para comentar a aposentadoria do astro chinês e o descreveu como "um jogador transformador e um testemunho da globalização do nosso esporte". "Seu jogo dominante e atitude cativante, junto com seus extensos esforços humanitários, o fizeram um ídolo internacional e proporcionaram uma extraordinária ponte entre os fãs de basquete dos Estados Unidos e da China", ressaltou o dirigente.

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