Divulgação/CBB
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Zé Neto diz que prioridade é recuperar protagonismo do basquete feminino

Primeiro desafio do treinador será os Jogos Pan-Americanos de Lima

Redação, Estadão Conteúdo

30 de maio de 2019 | 21h45

Anunciado como novo treinador da seleção brasileira feminina de basquete na terça-feira, José Neto afirmou, em entrevista coletiva, nesta quinta, durante a sua apresentação oficial, qual será o seu objetivo já para os Jogos Pan-Americanos de Lima, em julho, e também para a sequência do seu trabalho. "O que me motivou muito foi a prioridade em colocar o Brasil de volta em um cenário das primeiras posições."

O torneio de basquete feminino em Lima será disputado entre 27 de julho a 10 de agosto e José Neto avaliou o cenário que o Brasil encontrará. "O primeiro jogo será contra o Canadá, depois Porto Rico e, por último, o Paraguai. Então, já sabemos que fácil não será, mas nessa chave brigaremos pelas primeiras posições. Vamos colocar o melhor em quadra para que a gente consiga buscar esse resultado."

Hoje, a seleção feminina não é nem sombra dos seus melhores momentos, da geração de Paula e Hortência. Tanto que só obteve a vaga no Pan de Lima com um quarto lugar na Copa América. O resultado não foi suficiente para classificar o time para o Mundial de Basquete.

"É importante que todos saibam das dificuldades que encontramos e como é um trabalho árduo reerguer essa história tão importante que tem o basquete brasileiro. Sabemos que vamos enfrentar equipes muito bem estruturadas, porém entendo que seja um processo de muito trabalho. Vamos envolver todas as pessoas que já atuam com o basquete feminino em nosso país. A médio e longo prazo vamos em busca de resultados e colocar o Brasil onde ele precisa estar", disse o treinador.

Zé Neto sabe que é preciso mudar muito coisa para recuperar o prestígio da seleção, três vezes campeã pan-americana (1967, 1971 e 1991). "O primeiro desafio é colocar em prática uma nova metodologia. Entender que é necessária essa mudança para ter resultado. Agregar valores, potencializar quem já faz bravamente o basquete feminino, envolver a Liga de Basquete Feminino (LBF) e aproximar as escolas. Com eles, podemos potencializar e fortalecer a seleção. Vamos pensar em um corpo técnico que nos dê condição para o desenvolvimento das nossas atletas".

O treinador promete resgatar figuras importantes do basquete feminino nacional para ajudar na formação de novas jogadoras. "É importante trazer as referências antigas, como atletas que já jogaram Olimpíadas e Mundiais. Não vamos desprezar essas histórias. Vamos usar todas como espelho, para que hoje seja um motivo a mais para voltar ao caminho certo. Já conversei com muitas pessoas que estarão do nosso lado e que tiveram uma história."

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