Divulgação
Divulgação

No RS, idosa é agredida por empunhar faixa com distintivo de clube

Mulher de 60 anos participava de ato contra o câncer

LUCAS AZEVEDO / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2015 | 18h22

Uma mulher de 60 anos foi agredida por um grupo de cinco homens durante uma passeata pelo Outubro Rosa, campanha de prevenção do câncer de mama. O motivo: a idosa empunhava uma faixa como símbolo do Internacional. Os agressores seriam gremistas. A agressão ocorreu no último sábado (17), em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, na região metropolitana de Porto Alegre.

Delória Iselda Eich Garcia estava vestindo roupas cor de rosa assim como o grupo de mulheres que caminhavam pela região central da cidade alertando sobre a importância da prevenção da doença. Elas empunhavam faixas, nas quais estavam impressas mensagens alusivas ao evento, junto com um símbolo do Internacional. Isso porque em Novo Hamburgo, a campanha conta com o apoio do consulado do clube na região. Inconformados em ver o distintivo do clube rival, um grupo de homens que estava em uma praça avançou sobre a marcha.

O cônsul do Internacional em Novo Hamburgo, João Carlos Carvalho, 48, viu de perto a agressão. "Nós, do consulado, estávamos no evento, porque participamos dessas ações sociais há muito tempo. Como nesse ano o Inter fez as faixinhas, levamos para distribuir às senhoras. Aproveitamos e levamos nosso símbolo, que as pessoas se aproximam pra tirar foto. Então um bando começou a me cercar e ameaçar. Nesse momento eles pegaram o escudo, quebraram, e todos foram pra cima de mim. Lamentavelmente, eles resolveram bater em quem estava em volta também", conta.

No tumulto, Delória, que é gremista, recebeu um murro. Ela perdeu o equilíbrio, mas foi socorrida por outras mulheres. A idosa foi levada ao hospital sangrando muito. Lá, recebeu oito pontos embaixo do olho esquerdo. Os agressores fugiram, mas foram perseguidos e presos em seguida. Porém, acabaram presos logo depois de prestarem depoimento na delegacia. Eles devem ser indiciados por lesão corporal. Todos possuíam antecedentes criminais.

Carvalho ressalta que as agressões foram um caso isolado. "Somos amigos do consulado gremista. Se começarmos a criar esse clima de 'grenalização', daqui a pouco não tem mais volta e se perde o controle. Esses agressores são meliantes que não sabem viver em sociedade."


Notícias relacionadas
Tudo o que sabemos sobre:
InterGrêmiofutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.