2014 já começou para o Palmeiras

Clube esperava o acesso para dar início ao processo de reformulação visando seu centenário

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2013 | 08h50

SÃO PAULO - Com o retorno para a Série A garantido, o Palmeiras começa uma nova fase. Em 2014, o clube terá de se preparar para comemorar o centenário tendo um time competitivo e terá a Allianz Parque como sua casa. Por isso, a necessidade é começar a pensar no próximo ano a partir de agora. Dificuldades parecem fazer parte do Palmeiras nos últimos anos. Em seis meses, passou de campeão da Copa do Brasil para rebaixado em 2012. Neste período, conseguiu ver Luiz Felipe Scolari saindo pela porta dos fundos do clube, então gerido por uma diretoria que deixa muito torcedor de cabelo em pé só de lembrar.

Kleina voltou das férias em janeiro com apenas 17 jogadores em seu plantel. No dia 21 de janeiro, Paulo Nobre foi eleito presidente e assumiu um clube em frangalhos. Pouco depois negociou Barcos com o Grêmio em um dos atos mais polêmicos de sua gestão. O time gaúcho emprestou quatro atletas - Leandro, Léo Gago, Rondinelly e Vilson e pagou R$ 4 milhões. Junto com a comissão técnica, reergueu o time, fez contratações certeiras, como Alan Kardec, que entrou e fez rapidamente o torcedor esquecer o atacante argentino, mas também algumas duvidosas. Durante sua gestão teve que passar por vexames, como os 6 a 2 para o Mirassol e os 3 a 0 diante do Atlético-PR. Sem gastar muito, montou um time bom o suficiente para cumprir com o objetivo principal na temporada.

Para 2014 é preciso muito mais e terá renda para isso. Apesar de toda confusão com a WTorre, a arena deve ficar pronta no ano que vem e o clube passará a obter rendas que não existiam nos últimos anos. O marketing também será importante nesta mudança de ares e postura. O clube espera até o fim de novembro anunciar um patrocínio master que traga renda satisfatória para manter as finanças equilibradas e que consiga ajudar na contratação de reforços. O elenco conta com 12 jogadores em fim de contrato e eles podem fazer com que uma reformulação obrigatória seja necessária. Casos de Bruno, Wendel, André Luiz, Vilson, Márcio Araújo, Léo Gago, Marcelo Oliveira, Charles, Rondinelly, Ronny e Leandro.

QUEM ASSUME?

A definição da comissão técnica também se torna fundamental para traçar os planos do ano que vem. Chegou a hora de a diretoria decidir se fica ou não com Gilson Kleina e, caso ele saia, quem chegará para ocupar seu lugar. O treinador está longe de ser unanimidade no clube, mas pode ficar. O presidente Paulo Nobre já acena com essa possibilidade. O Palmeiras continua jogando a Série B e luta pelo título, mas isso tem de ficar em segundo plano para a diretoria. A ordem agora é trabalhar como se 2014 já tivesse começado e montar uma estrutura condizente a grandeza do clube. Cair duas vezes foi o suficiente para os dirigentes alviverdes aprenderem o que não se deve fazer.

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