Vaner Casaes/AE
Vaner Casaes/AE

5 comparações entre o Santos campeão de 2010 e o finalista de 2015

Para o técnico Dorival Junior, as duas equipes jogam com alegria

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2015 | 07h00

Depois de ter sido campeão da Copa do Brasil com o Santos, o técnico Dorival Junior chega novamente à decisão do torneio. Após a vitória sobre o São Paulo, por 3 a 1, na quarta-feira, o treinador fez uma rápida comparação entre as duas equipes, a de 2010 e a de 2015. Na opinião de Dorival, os dois times se destacaram por um futebol dinâmico e ofensivo.

“Tenho que ressaltar a alegria de ver a equipe jogar um futebol dinâmico, veloz, competitivo, como era em 2010. Fruto de muito trabalho, da dedicação de muita gente que está aqui dentro, que trabalha duro para isso”, afirmou o treinador em entrevista coletiva na Vila Belmiro. 

Veja as diferenças e semelhanças entre as campanhas de 2010 e de 2015 na Copa do Brasil: 

1. Escalações

Em 2009, o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro contratou Robinho por empréstimo do Manchester City, além dos volantes Arouca e Wesley e do goleiro Rafael. Os reforços se juntaram aos jovens Paulo Henrique Ganso, André e Neymar. Dorival Junior foi contratado e, fiel ao seu estilo ofensivo, centrou foco no quarteto formado ofensivo.

O sistema defensivo se apoiava na experiência de Edu Dracena, xerife da zaga hoje no Corinthians, e em Durval, hoje no Sport. A escalação da final, diante do Vitória, teve Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel), André (Marquinhos) e Robinho (Rodriguinho). 

Em 2015, o técnico Dorival Junior viveu o dilema de disputar a Copa do Brasil paralelamente ao Campeonato Brasileiro. Decidiu não priorizar nenhuma das competições, poupou alguns jogadores por desgaste físico e conseguiu levar o time ao G-4 e chegar à final da Copa do Brasil. A espinha dorsal da equipe é formada pelo zagueiro David Braz, pelo volante Renato e, como em 2010, por um quarteto ofensivo poderoso: Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabriel e Marquinhos Gabriel. Este último ganhou espaço com a contusão de Geuvânio e não perdeu mais a vaga de titular.

Outra descoberta de Dorival foi uma geração de bons defensores, entre eles, o volante Thiago Maia, incansável na marcação, Gustavo Henrique, que colocou Werley no banco de reservas, além de Zeca, no lado esquerdo. 

2. O goleador: Neymar x Gabriel

Em relação à artilharia, Gabriel levanta vantagem na soma das participações no torneio. O jogador de 19 anos Gabriel se tornou o maior artilheiro do Santos na Copa do Brasil na primeira partida da semifinal, diante do São Paulo no Morumbi, ao completar 14 gols. Neymar ficou para trás, com 13. “Fico contente com essa marca, tive a chance de superar um ídolo, mas o mais importante é a conquista do título da Copa do Brasil”, afirmou Gabriel.

Considerando apenas uma edição do torneio, Neymar fez mais gols. Gabriel é o artilheiro desta edição com sete e ainda vai disputar dois jogos da finalíssima contra o Palmeiras; Neymar foi artilheiro ao anotar 11 gols.

Em 2010: Neymar fez 11 gols

Em 2015: Gabriel tem 7 gols

3. O pensador: Ganso x Lucas Lima

Em 2010, Ganso deu 13 assistências jogando pelo Santos e coincidentemente fez 13 gols. Na atual temporada, Lucas Lima já tem 16 assistências e seis tentos. Os dois confrontos entre São Paulo e Santos, pela semifinal, mostraram a diferença de estilos. Lucas Lima foi discreto na primeira partida, mas decisivo no jogo da Vila Belmiro e participou dos três gols. Ganso foi bem no primeiro jogo, mas desperdiçou uma chance clara quando a partida ainda estava empatada por 1 a 1 – terminou 3 a 1 para o Santos. Na Vila, pouco criou. 

Em 2010: Ganso tem 13 assistências e fez 13 gols

Em 2015: Lucas Lima tem 16 assistências e fez 6 gols

4. O camisa 9: Ricardo Oliveira x André

André era o camisa 9 do time que foi campeão da Copa do Brasil. Foi vice-artilheiro do time com oito gols – Neymar foi o goleador com onze. Apesar da boa presença de área e do oportunismo, André sempre sofreu críticas em relação à técnica. Foi considerado o mais limitado do quarteto santista. O comportamente extracampo também valia críticas. Em 2015, Ricardo Oliveira se tornou protagonista aos 35 anos. É o vice-artilheiro da Copa do Brasil com cinco gols – Gabriel tem sete.

Independentemente de quem conquiste a artilharia – Gabriel ou Ricardo Oliveira – o Santos corre atrás da tríplice coroa na artilharia, algo inédito no futebol brasileiro. Pode fazer os artilheiros das três principais competições que disputou: Paulista (Ricardo Oliveira), Copa do Brasil e  Campeonato Brasileiro (em andamento). 

Em 2010: André fez 8 gols 

Em 2015: Ricardo Oliveira tem 5 gols

5. As campanhas

Em 2010 foram sete vitórias em onze jogos, com destaque para as goleadas. Contra o Naviraiense (MS), 10 a 0 na Vila. Nas oitavas de final, o time aplicou 8 a 1 no Guarani, com cinco gols de Neymar, dois de Robinho e um de Marcel. Na final, na Vila, triunfo sobre o Vitória por 2 a 0. Na volta, em Salvador, derrota por 2 a 1. O Santos foi campeão e teve o melhor ataque de uma só edição do torneio: 39 gols em 11 jogos – média superior a três gols por partida.

Em 2015, o Santos teve um desempenho melhor do que em 2010. Foram dez vitórias, um empate e uma derrota em doze partidas, com 23 gols a favor e dez contra, média de 1,92 por partida. A única derrota foi diante do Sport, por 2 a 1. Na volta, o time fez 3 a 1, com gols de Gabriel (2) e Geuvânio. O destaque da campanha foram as duas vitórias sobre o Corinthians, considerado um dos melhores times do Brasil. O Santos fez 2 a 0 na Vila e venceu na Arena Corinthians por 2 a 1. O técnico Dorival Junior considerou os triunfos como pontos-chave na campanha. 

Em 2010: 7 vitórias em 11 jogos -  - 39 gols em 11 jogos (média de 3,5)

Em 2015: 10 vitórias em 12 jogos - 23 gols em 12 jogos (média de 1,92)

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