Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

5 defeitos que o Palmeiras terá de corrigir contra o Santos

As duas equipes disputam o título da Copa do Brasil

O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 09h48

O Palmeiras está prestes a decidir um título importante na temporada, contra o Santos, pela Copa do Brasil, e continua demonstrando oscilação em campo. Os erros se repetem e a gota d'água para o torcedor caiu nesse fim de semana na derrota de 2 a 0 para o então lanterna do Brasileirão, o Vasco, dentro do Allianz Parque. O técnico Marcelo Oliveira parece não ter mais o grupo nas mãos, uma vez que suas explicações são repetitivas a cada tropeço e a "reação' que tanto pede não acontece. Dia 25, o Palmeiras faz sua primeira partida da final com o time da Baixada, na Vila Belmiro. Até lá, o Palmeiras precisa se reencontrar e achar o caminho das vitórias e da estabilidade. Veja cinco aspectos que o time precisa melhor ou retomar para não começar um 2016 sob pressão.

EMOCIONAL PARA DECIDIR

Os jogadores do Palmeiras não conseguem controlar suas emoções em partidas mais importantes e decisivas. Foi assim contra o Inter, pela Copa do Brasil, quando abriu dois gols e deixou o rival empatar dentro de sua casa. Da mesma forma, o Palmeiras encontra muitas dificuldades para decidir jogos-chaves no Brasileirão. O time atua de cabeça quente e parece que ninguém se entende em campo quando a situação é difícil. Isso sem mencionar o fato de o Palmeiras estar jogando mal há algumas rodadas.

FALTA DE COMANDO

Marcelo Oliveira é repetitivo em suas declarações. A toda derrota, diz que o elenco precisa reagir e mostrar mais. Ocorre que ele não consegue tirar muito mais desses jogadores, que estarão no clube na próxima temporada. Alguma coisa não está funcionando entre comissão técnica e jogadores. Talvez o fato de mudar as escalações, ora com Zé Roberto no meio, ora na esquerda, ora com Egídio, ora sem o lateral, ora com Rafael Marques no banco, tudo isso parece desconcentrar os atletas. Jogador gosta de definição. O Palmeiras aparenta ser um time sem compromisso nesse momento. Puxar esse grupo para cima e, sobretudo, para uma decisão que vale muito, como o caneco e vaga na Libertadores, é missão do treinador. O Palmeiras joga sem alegria.

DESCONFIANÇA DO TORCEDOR

O torcedor que vivia uma fase de amores pelo time em seu estádio já começa a torcer o nariz, de modo a fazer com que o Palmeiras volte a entrar em campo sob a desconfiança de sua gente. As vaias neste domingo, após derrota para o Vasco, nunca foram tão intensas. Foram vaias de decepção após o terceiro tropeço seguido no Campeonato Brasileiro. Enquanto jogou bem, o time sempre teve o torcedor do seu lado. Não é mais assim. Para retomar esse 'casamento', os jogadores vão ter de lavar muita roupa suja, como já fizeram no vestiário domingo, e acertar os ponteiros. O palmeirense tem a impressão de que a equipe treina pouco, uma vez que não apresenta nada de novo ou entrosamento.

SEM FUNDAMENTOS

Em campo, o Palmeiras falha em alguns fundamentos básicos, como os passes, curtos ou longos. O meio de campo erra demais na saída de bola. Rafael Marques, que ainda não definiu se permanecerá no clube, parece outro jogador em relação àquele do começo do Nacional. Da mesma forma, Zé Roberto e Robinho não se entendem pelo meio, assim como Barrios e Gabriel Jesus. As jogadas demoram para sair. O setor defensivo, no entanto, continua sendo o calcanhar de Aquiles desse time. A zaga marca mal, vai mal nas bolas aéreas e agora nem os lateriais estão dando conta do recado. Isso é falta de treinamento.

FASE RUIM

Se coletivamente o time vai mal, alguns jogadores também vivem fase ruim. É o caso do lateral Egídio, que começou voando na temporada, mas que chega na reta final perdidinho. Egídio está entre atacar e marcar. Não faz bem nem uma coisa nem outra. Antes, apesar de marcar mal, ao menos era importante na linha de fundo, com jogadas decisivas para gols. Perdeu-se. Da mesma forma, Barrios ainda vive dos gols que fez contra o Fluminense. Participa pouco das jogadas ofensivas e está sempre marcado. Até Gabriel Jesus, que ainda é o mais perigoso do Palmeiras na frente, tem momentos de desconcentração. Robinho carece de fôlego. Ele sabe jogar e quando acerta boas atuações, o time é outra. Pena que não é regular. Zé Roberto vem fazendo pouco também. Todos eles já demonstraram que jogam bem mais.

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