Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Cinco situações que Tite terá de resolver na seleção brasileira

Treinador faz sua estreia no comando do time nesta quinta, contra o Equador

O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 10h56

Desde que aceitou comandar a seleçao brasileira no lugar de Dunga, Tite pensa em como recolocar o time nos eixos, no caminho das vitórias e de volta aos braços do torcedor. O Brasil ficou pelo caminho na briga com seus rivais da América. O ouro olímpico conquistado no Rio não mudou quase nada na trajetória da seleção principal, embora tenha dado um alento a quem veste a camisa nacional. Tite viveu os dois últimos meses atrás de soluções para seu trabalho, que começa efetivamente com as duas partidas das Eliminatórias da Copa, a primeira nesta quinta-feira, em Quito, contra o Equador, e a segunda diante da Colômbia, em Manaus, dia 6. O Estadão aponta cinco situações que o novo treinador terá de resolver à frente do time nacional de imediato.

1

Recolocar o Brasil no G-4 das Eliminatórias

A sexta posição é incômoda e assustadora para a seleção brasileira, e para o seu torcedor também. O Brasil nunca ficou fora de uma Copa do Mundo e sempre se orgulhou disso. Depois de seis rodadas, no entanto, o time que vinha sendo comandado por Dunga não conseguiu se colocar entre os quatro primeiros, que se classificam diretamente para o Mundial da Rússia. Na disputa sul-americana, o Brasil tem 9 pontos. Está atrás de Colômbia (10), Chile (10), Argentina (11), Equador (13) e Uruguai (13). O sexto colocado não vai nem para a repescagem. Somar pontos contra Equador e Colômbia é necessário.

2

Dar padrão ao time

O Brasil tem bons jogadores em todas as posições. Se não são craques como o time tinha no passado, é inegável que o material humano ainda se destaca entre os concorrentes. Ocorre que os últimos treinadores não conseguiram transformar esse grupo em uma equipe, com funções definidas e padrão de jogo claro, com jogadas ensaiadas e confiança nas peças. Tite chega para resolver isso imediatamente.

3

Apostas em jogadores de confiança

Tite provocou comentários ao resgatar o esquecido volante Paulinho, que trabalhou com ele no Corinthians e que agora atua na China. Paulinho foi criticado na Copa do Mundo de 2014 ao não render o que se esperava dele. Ocorre que Paulinho é homem de confiança do novo técnico. Tite reserva função específica para ele e acredita na sua capacidade técnica. Da mesma forma, aposta alto em Fagner na lateral direita, posição que é de Daniel Alves há muitos anos. Faz parte do seu histórico a confirmação de um time titular, sem muitas alterações.

4

Mudar a conduta de Neymar

Com Tite, Neymar não terá refresco. Pelo menos é isso que se espera do relacionamento entre o treinador e seu principal jogador. Neymar é craque dentro de campo, mas perde a cabeça muito facilmente e já prejudicou a seleção com esse destempero. Tite conversa com o atacante e indica o caminho certo, do futebol sem reclamação e sem 'peitar' a arbitragem. Tite quer Neymar jogando futebol, tomando pontapés sem revidar, mas também sem medo dos marcadores.

5

Arrumar o setor defensivo

A seleção terá um sistema defensivo mais forte, sem sobressaltos e mais bem posicionado. Não sofrer gols é fundamental. Ganhar de 1 a 0 nesse momento pouco importa, desde que o time jogue de uma forma organizada, sem pressa, sem bobeira, concentrado no que tem de fazer, com liberdade para atacar, driblar, tabelar, inventar. Tudo isso implica em ter um setor defensivo seguro, inclusive no gol.

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