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'A Argentina vive etapa similar ao Brasil entre 70 e 94', explica Goycochea

Ex-goleiro afirma que geração atual é favorita para acabar com o jejum de títulos do país

Ciro Campos e Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O ex-goleiro argentino Sérgio Goycochea ganhou fama no futebol internacional pelo talento em defender pênaltis. Foram quatro só na Copa de 1990, feito que ajudou a equipe a chegar a final, diante da Alemanha. Foi bicampeão da Copa América em 1991 e 1993, o último título da Argentina. Atualmente Goyco, como é conhecido, é apresentador de programas de rádio e televisão em Buenos Aires e falou com exclusividade ao Estado sobre a falta de conquistas da seleção de seu país.

Quais eram os pontos fortes da equipe que ganhou a Copa América em 1993?

GOYCOCHEA: A base se formou na Copa América de 1991. O técnico Alfio Basile montou uma equipe e depois foi agregando nomes como Redondo e Caniggia. E ainda tinha o Maradona à disposição. Hoje em dia os treinadores são mais selecionadores, porque não há tempo para treinar.

Por que a Argentina está há tanto tempo sem ganhar títulos?

GOYCOCHEA: Não encontro explicação. Sempre surgiram jogadores de qualidade, a Argentina disputou vários torneios e faltou pouco para voltar a conquistar o título. Não encontro uma razão ou um fator determinante para essa falta de conquistas. Não sei nem se existe uma justificativa.

O povo argentino tem cobrado muito a seleção?

GOYCOCHEA: Estamos vivendo uma etapa similar à que o Brasil viveu entre 1970 e 1994. Temos a mesma paixão dos brasileiros e ficamos sem paciência, mas com a esperança de que a seleção conta com bons jogadores. A exigência sempre será muito grande.

Faltaram goleiros bons para suceder você?

GOYCOCHEA: Acho que sim. Mas, no meu caso, vivi uma época maravilhosa na seleção e isso me ajudou. Fui vice-campeão do mundo, ganhei duas Copas América, Copa King Fahd, a antecessora da Copa das Confederações, e joguei outros torneios. Isso me ajudou a ter um bom nível porque boas campanhas fazem ressaltar atuações individuais.

A geração atual tem chance de acabar com o jejum de conquistas?

GOYCOCHEA: Temos Messi, Higuaín, Di María e Agüero, todos de primeiro nível e que fazem a diferença. Mas eles têm de ser acompanhados por outros bons jogadores. Não basta ser bom somente do meio de campo para a frente. É certo que o Messi que vai jogar a próxima Copa do Mundo vai estar muito melhor emocionalmente e tecnicamente.

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