Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

'A culpa não é do treinador, é nossa', avisa Rodrigo Caio

Zagueiro celebrou o gol da virada com Ricardo Gomes

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2016 | 22h30

A situação do técnico Ricardo Gomes no comando do São Paulo estava complicada, mas uma virada em cima do Fluminense no segundo tempo deu uma sobrevida ao treinador e melhorou o ânimo da equipe para sair de perto da zona de rebaixamento do Brasileirão. A vitória por 2 a 1 sobre os rivais deixou o time do Morumbi a quatro pontos da melhor equipe da zona de degola.

O herói da virada foi o zagueiro Rodrigo Caio, que fez questão após o gol de ir abraçar seu comandante. No escanteio cobrado por Kelvin, o defensor subiu alto e mandou no canto, fazendo todos os jogadores se abraçarem na festa que quebrou um jejum de cinco partidas do time sem vitória. "A culpa não pode ser só dele, ela é conjunta, inclusive dos jogadores, e mostramos o quanto somos fortes. Foi uma vitória muito importante para a gente", afirmou Rodrigo Caio.

Ricardo Gomes estava sendo questionado no comando do time pela falta de bons resultados. Após a derrota no clássico para o Santos, pela rodada anterior do campeonato nacional, o próprio comandante reconheceu que estava devendo. Uma derrota ontem poderia por fim à sua trajetória no clube, mas durante o jogo parece que a chave virou e o time trocou o azar pela sorte.

"A única chance que tivemos foi em falha deles, assim como eles marcaram em falha nossa. Foi um jogo apertado, com poucas chances", explicou Rodrigo Caio. "Essa vitória é boa para a nossa confiança. A gente vinha batendo na trave, parecia que a bola não entrava. Mas a bola entrou e tivemos sorte no primeiro gol com o desvio da bola. Estávamos precisando disso e vamos sair dessa situação", continuou.

O zagueiro lembra que o adversário veio no segundo tempo mais aberto, para matar o jogo, só que o São Paulo suportou a pressão inicial e conseguiu a virada. Para Rodrigo Caio, a situação de Ricardo Gomes melhora, mas ele evita entrar no mérito da permanência dele. "Isso está acima de nós, é específico da diretoria. Mas fiz um gol que ele merece muito, pois a culpa não é dele, é nossa. A gente tinha de fazer o que fizemos hoje, que era ganhar o jogo."

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