Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

A derrota não é o fim, mas o começo

A CBF tem a grande chance se tornar pioneira ao garantir Tite no comando da seleção para as próximas Eliminatórias

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 00h00

A seleção, ao menos, caiu em pé, ao contrário dos vexames de 2014 e 2006 e da fraqueza emocional de 2010. Diferentemente daqueles anos, a equipe nacional tinha uma estrutura tática e opções na reserva para eventuais mudanças de rumo durante uma partida. Tite não teve tempo, porém, para evitar ser atropelado pela globalização.

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Hoje, dificilmente há segredos para quem acompanha o futebol com uma lupa. A ascensão lenta mas progressiva das seleções orientais e, principalmente, a qualidade cada vez mais apurada do futebol europeu são facilmente desvendáveis, o que serviria como ponto de partida para uma preparação. Não podemos mais nos vangloriarmos de terminar em primeiro lugar as Eliminatórias Sul-americanas porque nossos vizinhos estão, com algumas exceções, em um nível inferior. Conseguimos, assim, a chamada vitória de Pirro, aquela frágil, com uma resistência do vidro.

Tal situação é fruto da terra arrasada em que se tornou o futebol do continente, com federações corruptas sendo agora debeladas (esperemos que na raiz) e com chance de mostrar um renascimento. E a CBF tem a grande chance se tornar pioneira ao garantir Tite no comando da seleção para as próximas Eliminatórias e, se tudo der certo, também para a Copa do Catar, em 2022. Assim, nomes ainda promissores (Gabriel Jesus, Neymar, Philippe Coutinho) serão os veteranos a comandar um grupo jovem, mas devidamente treinado.

*UBIRATAN BRASIL É EDITOR DO CADERNO 2 DO ‘ESTADÃO’ 

 

 

 

 

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