A exemplo de Petros, Serginho Chulapa e Neto já agrediram juízes

Agressões a árbitros dentro de campo prejudicaram as carreiras dos jogadores, que chegaram a ser suspensos por vários meses

WILSON BALDINI JR., O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 05h00

A história do futebol mostra que jogadores renomados já perderam a cabeça, agrediram o juiz e causaram sérios danos às suas carreiras. Em 18 de outubro de 1972, em jogo pela 12.ª rodada do Brasileirão, o lateral-esquerdo Everaldo, do Grêmio, que havia sido campeão mundial com a seleção dois anos antes no México, deu um soco no rosto do juiz José Faville Neto, após a marcação de um pênalti a favor do Cruzeiro. A partida, no Olímpico, terminou 1 a 1. Everaldo foi suspenso por um ano.

Em 12 de fevereiro de 1978, Serginho Chulapa, então no São Paulo, se revoltou com a anulação de um gol seu no último minuto contra o Botafogo, em Ribeirão Preto, na reta final do Brasileiro de 1977. Serginho correu em direção ao bandeirinha Valdevaldo Rangel e lhe deu um pontapé. O atacante foi punido inicialmente com 14 meses de suspensão e ficou de fora da Copa da Argentina. Após recorrer, Serginho teve a pena reduzida e voltou aos gramados em 28 de janeiro de 1979, na derrota por 4 a 1 para o Santos.

Em 1991, pelo Corinthians, o meia Neto cuspiu no rosto do juiz José Aparecido de Oliveira, após receber o cartão vermelho por causa de uma entrada violenta no volante Cesar Sampaio, do Palmeiras, que venceu aquele clássico por 2 a 1, no Morumbi. Neto foi punido por 4 meses.

Em dezembro de 1995, o goleiro Danrlei, do Grêmio, agrediu um juiz durante uma partida beneficente. Uma semana depois, ele se apresentou ao técnico Zagallo para integrar a seleção olímpica.

Em 2008, o zagueiro Luisão, do Benfica, deu uma ombrada no árbitro Christian Fischer em amistoso contra o Fortuna Dusseldorf. O juiz caiu desacordado e o brasileiro foi suspenso por dois meses.

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