Imagem Robson Morelli
Colunista
Robson Morelli
Conteúdo Exclusivo para Assinante

A hora era essa!

Palmeiras, no meu humilde entendimento e no desejo de muitos palmeirenses, devia uma boa vitória sobre seu maior e respeitado rival

Robson Morelli

10 Setembro 2018 | 05h00

Dentro da minha insignificância perto de todo o conhecimento de Luiz Felipe Scolari para pensar o futebol, gostaria muito de ter visto o Palmeiras com sua versão mais forte e entrosada diante do Corinthians dentro do Allianz Parque. Era jogo para aproveitar a teórica vantagem que o time dono da casa tinha neste momento da temporada, com melhor elenco, futebol e confiança.

Os dias que precederam o clássico foram de muita euforia por parte dos palmeirenses e silêncio sepulcral do lado corintiano, que ainda perdeu seu treinador na quarta-feira anterior. Osmar Loss foi tirado do comando, mas não do futebol do clube, para acerto imediato de Jair Ventura, ex-Santos e Botafogo. Portanto, o vento soprava mais para uma surra aos corintianos, chance boa nesta temporada de vingar a derrota da final do Campeonato Paulista dentro da casa alviverde no dia 8 de abril.

O Palmeiras, no meu humilde entendimento e no desejo de muitos palmeirenses, devia uma boa vitória sobre seu maior e respeitado rival. A hora era essa. A vontade era gigantesca. Com treinador recém-chegado, um time sem poder de fogo e com dificuldades na marcação, o Corinthians parecia uma presa fácil como há anos não se via. Os mais reticentes defendiam que o Palmeiras não deveria ir com tanta sede ao pote, ressabiados que estavam com tantos tropeços recentes diante do adversário alvinegro.

Com os primeiros minutos de jogo, dava para ver e sentir a superioridade do Palmeiras, ao menos em ficar com a bola e não deixar o oponente pensar. O Corinthians não se impôs em momento algum durante os 90 minutos. Foi, de fato, presa fácil. O segundo tempo foi mais interessante, principalmente para o Palmeiras, que fez um gol e chegou perto de fazer outros. O rival, nem isso. O jogo só não foi melhor porque o Palmeiras entrou com uma formação mista. Para Felipão, o Campeonato Brasileiro não é importante agora.

O treinador, dentro de sua respeitável experiência e sabedoria, apesar da expulsão ontem, prepara o time para a Copa do Brasil e Libertadores. Está certo. As competições se aproximam de suas fases mais agudas e é preciso ter força máxima nelas. Poupar jogador em jogos teoricamente mais fáceis, ou menos importantes para a hora, no entanto, não garante nada nos outros torneios, nas partidas seguintes. Mas isso é para se pensar mais adiante. O palmeirense queria mesmo é que seu time desse uma surra no adversário, não deu. Ficou longe disso, aliás. Mesmo assim, o torcedor fez festa com a vitória simples e os três pontos na tabela do Brasileiro. O Palmeiras está vivo nas três competições.

Para fazer justiça ao que foi o jogo, é preciso ressaltar a fraca arbitragem – o Palmeiras teve um pênalti duplo e o juiz não viu – e condenar a valentia de alguns jogadores. Isso não cabe mais no futebol. Por fim, um sentimento: o atacante Deyverson precisa de tratamento psicológico.

São Paulo. O time de Diego Aguirre precisa ter sangue frio para não perder o caminho traçado neste Brasileiro. A fórmula é simples: ganhar em casa e arrancar quantos pontos puder fora. O gol contra o Bahia foi de Diego Souza, mas quem tem jogado o fino da bola é Nenê, o melhor jogador da competição.

Copa do Brasil. Dos quatro finalistas (Flamengo x Corinthians e Palmeiras x Cruzeiro), o Corinthians é o mais fraco nesse momento.

Brasil. Enfrentar EUA (2 a 0) e El Salvador não serve nem para estrear camisa nova. Nada muda. Tite erra ao escolher Neymar o capitão do time. Carlos Bilardo fez isso com Maradona em 1986. Mas não era o caso com Neymar nesse momento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.