Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

À la Riquelme, Cueva quer liberdade para comemorar gols no Brasil

Jogador imita argentino quando marca gols, mas lamenta punições da arbitragem

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2017 | 07h03

Quando marcou o gol de pênalti diante do Santos, o primeiro na vitória por 3 a 1 do São Paulo sobre o rival, Cueva partiu comemorando com a mão no ouvido, como se pedisse para a torcida fazer barulho em comemoração. Só que o juiz achou que era provocação à torcida única da casa e deu cartão amarelo. O peruano ficou desolado com o gesto da arbitragem.

"No Brasil, as pessoas faziam gols e celebravam de maneiras diferentes, mas isso se perdeu. Espero que o jogador possa poder comemorar, sem faltar com o respeito para qualquer torcida. Meus únicos ídolos no futebol são Ronaldo e Ronaldinho. Eles são dois gênios e me emocionavam quando jogavam. Não se pode perder a alegria dentro de campo", diz.

Cueva lembra que copiou essa forma de comemorar gol com Riquelme, jogador argentino que fez história no Boca Juniors. "Tenho um irmão fã do Riquelme, o Jorge Luís, que sempre me pediu para comemorar assim. Quando tomei o amarelo, falei para o árbitro que comemoro assim, mas ele tomou a decisão de me dar cartão."

O jogador está em alta no clube, mas sabe que a qualquer momento pode ganhar um descanso forçado de Rogério Ceni. "Nós jogadores estamos no São Paulo e sabemos que não é tão facil estar em um clube assim. Quem tem oportunidade de jogar tem de aproveitar ao máximo. A maioria está participando de jogos diferentes e é importante porque dá alternativas para o técnico", comenta.

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