A nova geração de ouro, pronta para brilhar

A Copa Ouro, competição que será disputada nos Estados Unidos e no México, entre os dias 12 e 27, tem significados diferentes para os jogadores convocados por Ricardo Gomes para a Seleção Brasileira Sub-23. Para alguns, como Kaká, Diego e Robinho, pode ser o degrau final para a seleção principal. Para outros, como Coelho, do Corinthians, pontos conquistados junto ao treinador para a garantir um lugar na Olimpíada. E para outros, apenas uma chance de deixar o anonimato.Kaká, Robinho e Diego, os nomes principais, podem sonhar com tudo. A Olimpíada, ano que vem, e as Eliminatórias, já este ano. Os sonhos são iguais, apesar de Diego e Robinho estarem em alta, desde a conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado, e Kaká estar passando por um momento difícil, sendo vaiado até pela torcida do São Paulo. "O Kaká alcançou o nível físico dos outros jogadores e a partir do jogo de sábado, contra o São Caetano, pode recomeçar sua ascensão técnica", diz Carlinhos Neves, preparador físico do São Paulo e da Sub-23, apesar de não participar da Copa Ouro.Kaká, que disputou o Mundial de 2002, foi um dos quatro jogadores que participaram do torneio do Catar, em janeiro, e que foi mantido por Ricardo Gomes nesta convocação. Os outros são Maicon e Luisão, do Cruzeiro, e Júlio Baptista, do São Paulo."O Ricardo está observando muita gente, e essa troca imensa de jogadores mostra muito mais a abundância de jogadores no Brasil do que uma possível decepção com os que não foram chamados. Ele gostou de todos, mas desta vez preferiu chamar esses, que estão em um melhor momento", diz Neves.Dos que foram chamados novamente, Luisão é o que vive um período mais feliz. Foi titular do Cruzeiro na conquista da Copa do Brasil e tem lugar garantido nas próximas convocações de Parreira para a seleção principal.Só não foi chamado para a Copa das Confederações porque Parreira não queria desfalcar muito o Cruzeiro, que já havia cedido Maurinho, Edu Dracena e Alex, além de Aristizábal, chamado pela Seleção Colombiana.Júlio Baptista, que foi muito bem no Torneio do Catar, é uma espécie de "primeiro reserva" do São Paulo. Joga em várias posições, e chegou a pedir para não ser escalado no ataque contra o Guarani, porque não queria se "queimar" e perder uma chance na Seleção, como armador. Maicon joga pouco no Cruzeiro. É reserva de Maurinho, que foi chamado por Parreira para a principal.Alex, do Santos, se atuar bem na Copa Ouro, estará se aproximando da seleção principal, onde muita gente deseja vê-lo. "É o maior zagueiro do mundo, não tenho dúvida sobre isso", disse Leão, seu treinador, na final do Campeonato Brasileiro, em dezembro. E continua confiando muito em seu jogador.Thiago Motta tem uma ambição menor. "Estou muito orgulhoso em estar junto de jogadores como Kaká, Robinho e Diego, que aprendi a admirar desde a Europa. Não tenho nenhum ciúme deles por serem mais conhecidos do que eu. Quero é mostrar meu futebol a partir desta chance", diz o jogador do Barcelona, de 20 anos, que saiu do Brasil havia quatro anos, sem praticamente haver jogador no Juventus, sua equipe no Brasil.Thiago, Kaká, Diego e Robinho são os nomes mais conhecidos desta Seleção. Mas também há o habilidoso Carlos Alberto, titular do Fluminense. "Já pensou um time com o Kaká, o Diego, o Carlos Alberto e mais o Robinho no ataque? É um timaço", vibra Carlinhos Neves.O companheiro de Robinho poderia ser Ewerthon, que brilha no Borussia Dortmund há dois anos - um título e um vice-campeonato -, mas há duas revelações este ano que sonham com seu lugar. Nadson, do Vitória, tem 10 gols no Campeonato Brasileiro e 31 no ano - o artilheiro do Brasil na temporada - e Nilmar, do Inter, que já marcou quatro vezes. "Realizei um sonho em ser convocado, mas sei que tenho muito a melhorar ainda", diz Nilmar.

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 09h14

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