A ordem no São Paulo é evitar euforia

Vadão dita a regra: ?ressaca? de alegria pelo título do Torneio Rio-São Paulo é assunto proibido no São Paulo. "Os jogadores tiveram um dia de folga para comemorar e agora essa história já é passado", avisa o técnico Oswaldo Alvarez, que faz mistério quando o assunto é o time que entrará em campo. Principalmente para um clássico, como o deste domingo, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista.Vadão está em total harmonia com sua equipe. "Acho que a grande vantagem do São Paulo são os jogadores mais experientes", afirma. "Eles são muito disciplinados." Segundo o treinador eles exercem influência sobre o restante do grupo, o que é fundamental para evitar conflitos. "Aqui não tem briga nem confusão, o ambiente é bom."Em campo, o time tem tentado colocar em prática as ordens de seu treinador. "A gente não está acomodado graças ao Vadão", afirma lateral-direito Belletti, novo cobrador oficial de pênaltis do São Paulo. O jogador mostra tranqüilidade quando fala sobre a função que assumiu recentemente, no lugar de França. "A responsabilidade aumenta e a gente fica muito exposto, mas como o pessoal mostrou confiança, eu assumi."Belletti, que ainda alimenta o sonho de ganhar nova chance na seleção brasileira, diz que a conquista do Torneio Rio-São Paulo não irá causar um "relaxamento" em campo. "Ao contrário, o título faz com que a gente entre em campo mais motivado."Para o atacante Cacá, que não tem presença confirmada no time titular, jogar em São José do Rio Preto, uma cidade bem mais quente, não será problema. "Acho que jogar fora de São Paulo é bom porque provavelmente teremos estádio lotado." Mas o goleiro Rogério Ceni teme que as dimensões e o estado de conservação do gramado possam ter alguma influência. Vadão não esconde: preferia jogar na Capital e evitar o desgaste de uma viagem.Uma coisa é certa: o time do São Paulo será bem diferente daquele que na quarta-feira venceu o Botafogo, por 2 a 1, no Morumbi. Quatro titulares - o meia Carlos Miguel, os volantes Maldonado e Fabiano mais o zagueiro Jean - estão suspensos. Vadão tem duas opções, nenhuma delas previamente testadas em situação de jogo. A primeira é manter o sistema 3-5-2 e promover a estréia do zagueiro Júlio Santos. A outra é usar o tradicional 4-4-2 e colocar o novo ídolo da torcida são-paulina, o atacante Cacá como titular no meio-de-campo, jogando ao lado de Júlio Baptista. "Vai depender do time que o Celso Roth colocará em campo", admite o treinador.

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