Abel Braga e Cuca criticam polêmica com Richarlison e culpam empresários

Treinadores lamentam episódio sobre negociação por atacante do Fluminense, que pediu para não enfrentar o Palmeiras

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2017 | 19h05

Os técnicos de Palmeiras e Fluminense lamentaram neste sábado a polêmica dos dias anteriores sobre a tentativa do clube paulista de contratar o atacante Richarlison. Os dois treinadores falaram sobre o assunto durante a tarde, quando o Alviverde bateu o tricolor carioca por 3 a 1, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, e reclamaram que a negociação tenha sido atrapalhada por empresários.

Na sexta-feira, o atacante de 20 anos pediu ao técnico do Fluminense, Abel Braga, para não jogar, pois estava em negociação com o Palmeiras. No mesmo dia o presidente do clube carioca, Pedro Abad, disse em entrevista à ESPN que as conversas sobre a transferência foram encerradas porque se irritou com a postura palmeirense. "Ele não jogou, nós perdemos, e isso não fez falta nenhuma", disse Abel em entrevista coletiva.

O treinador do time carioca explicou que acatou o pedido do atacante para não jogar por preferir escalar quem está focado nas partidas. "Não acho que ele agiu pela da consciência dele. O futebol hoje é muito manipulado. É muito empresário para um jogador. Com ele são três. Os caras também têm que ensinar, têm que ter conduta. Os caras só pensam em causa própria", criticou.

A queixa do Fluminense é que a negociação foi feita diretamente entre Palmeiras e o jogador, sem a devida consulta ao clube. "Não me surpreendo com o governo do meu país. Não me surpreendo com o governo do meu estado. Vou me surpreender com empresário e dirigente?", afirmou Abel. Richarlison tem sido titular do time e tem dois gols marcados neste Brasileiro.

Já o técnico Cuca, do Palmeiras, esclareu que nas últimas semanas as duas diretorias já se falavam sobre a negociação. "O Abel foi meu treinador. Ele é um cara sério. Expliquei para ele que o Palmeiras fez tudo o que podia, com contato de diretoria para diretoria. Se os empresários fizeram algo de errado, são eles que precisam ser cobrados", comentou. Cuca disse compreender a revolta do colega.

"Ele busca o interesse do time que ele trabalha, eu no lugar dele estaria igual a ele, brabo. Não estaria diferente. Fica sabendo um dia antes que o jogador tem proposta de outro clube e aí você não pode escalar? É complicado", afirmou o treinador do Palmeiras.

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