Abel celebra início do Fluminense em goleada e reclama de 'parceria' em pênalti

Treinador não gostou dos jogadores descumprirem ordem e deixarem Osvaldo fazer a cobrança

Estadao Conteudo

13 Fevereiro 2017 | 10h10

A atuação avassaladora do Fluminense no começo da goleada por 4 a 0 sobre o Bangu, no último domingo, no Estádio de Los Larios, surpreendeu até o técnico Abel Braga. Após o confronto em que o time abriu 3 a 0 em menos de 25 minutos, o treinador exaltou o desempenho de seus jogadores e considerou natural a diminuição de ritmo na etapa final, quando só marcou mais uma vez, admitindo que o time se segurou, já pensando na estreia na Copa do Brasil.

"O primeiro tempo foi um pouco espantoso, com o Bangu só pegando a posse de bola com cinco minutos. Ficar com a bola por cinco minutos foi meio surreal. No segundo tempo, foi normal. Não pedi para tirar o pé, pedi para rodar a bola, com segurança. Mas acabou sendo natural, pois temos um jogo na quarta-feira, com uma longa viagem e complicada. E agora esse confronto é decisivo. O Globo não é bobo, já vi jogos dele e aviso de antemão. Foi normal administrar no segundo tempo", afirmou.

Abel só exibiu insatisfação com o pênalti desperdiçado por Osvaldo no segundo tempo. E ele explicou que o incômodo nem foi pelo erro, mas pelo atacante ter executado a cobrança, em decisão dos jogadores, ignorando a ordem de batedores de pênalti do Fluminense - Henrique Dourado, Gustavo Scarpa e Sormoza, em ordem.

"Foi uma pena o que aconteceu. O Osvaldo ganhou uma chance na quarta, agora ficou no banco, mas o histórico do ano passado já passou. O que eu não admito é a parceria que houve naquele momento. A parceria no futebol é correr pelo outro. Agora, pênalti, bate quem treina", afirmou.

Com uma rodada de antecedência, o Fluminense já assegurou o primeiro lugar do Grupo C da Taça Guanabara, com 12 pontos. O time agora volta suas atenções para a Copa do Brasil, pois na próxima quarta-feira vai estrear diante do Globo, em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte.

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