Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Abel coloca cargo à disposição no Cruzeiro; nome de Adilson Batista ganha força

Saída do treinador deve ser confirmada ainda nesta sexta-feira; clube não consegue deixar a zona de rebaixamento

Redação, Estadão Conteúdo

29 de novembro de 2019 | 09h14

O técnico Abel Braga colocou o cargo à disposição depois da derrota para o CSA por 1 a 0, no Mineirão, em jogo válido pela 35.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Muito pressionado pelos maus resultados e por não conseguir tirar o clube da zona de rebaixamento, o veterano deve ter a sua demissão confirmada ainda nesta sexta-feira. O nome de Adilson Batista ganha força nos bastidores para assumir nas últimas três rodadas: Vasco (fora), Grêmio (fora) e Palmeiras (casa).

O Cruzeiro já marcou uma entrevista coletiva, a partir das 11 horas, na Toca da Raposa II. Nela, o gestor de futebol Zezé Perrella deve anunciar mudanças e falar sobre o momento de crise que vive o time na temporada. Além de Adilson Batista, demitido do Ceará na quarta-feira, outro nome que aparece como opção para a equipe mineira é Odair Hellmann, ex-Internacional.

Abel Braga tem contrato com Cruzeiro até dezembro de 2020. Ele assumiu o clube em setembro, no lugar de Rogério Ceni, e após 14 partidas conseguiu apenas três vitórias, três derrotas e oito empates. Sem fazer o time apresentar um bom futebol, o treinador começou a ser acusado pelos torcedores de "proteger" os medalhões da equipe como Fred, Thiago Neves e Robinho.

Aguardado para explicar mais um placar adverso em casa, o treinador não apareceu para a tradicional coletiva de imprensa pós-jogo. "O Abel está bastante tenso e preferiu não se pronunciar hoje (quinta-feira). Como vocês (jornalistas) estão percebendo, e têm até reclamado, que as entrevistas estão bastante cansativas... O Abel perdeu, como ele disse, 'como eu vou explicar? vou dizer o quê num momento como esse?'. Então, ele prefere que amanhã (sexta) possa fazer uma declaração de uma forma mais tranquila, já com a cabeça um pouco mais fria. Então, é melhor que a gente trabalhe assim", disse o diretor de comunicação Valdir Barbosa. Naquele momento o treinador ainda não tinha entregado o cargo.

Questionado pela falta de comunicação do elenco com os torcedores, já que os jogadores também não falam com a imprensa desde segunda-feira, o dirigente negou que a ação seja um desrespeito. "Nós pensamos, sim, e quem decide é a diretoria, junto com a comissão técnica. E o torcedor não está sendo desrespeitado. Se você acompanha as redes sociais, você viu que o torcedor não se revoltou porque os jogadores não estavam dando entrevista. Eles querem é futebol. A palavra do jogador é importante, mas o mais importante é vencer os jogos. E isso nós não estamos conseguindo fazer".

Caso feche com Adilson Batista, será a segunda passagem do técnico pelo clube. Jogador da equipe nos anos 90, ele foi comandou o clube em 169 jogos - sendo 96 vitórias, 34 empates e 39 derrotas - e tem em seu currículo no Cruzeiro o bicampeonato mineiro (2008 e 2009) e o vice da Copa Libertadores de 2009.

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