Mailson Santana / Fluminense FC
Mailson Santana / Fluminense FC

Abel critica falhas da defesa do Flu em derrota para Atlético-PR e cobra reação

Segundo treinador, número de desfalques também acabou dificultando para o time carioca em Curitiba

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2017 | 10h58

O técnico Abel Braga não escondeu a decepção com as falhas exibidas pela defesa do Fluminense na derrota por 3 a 1 para o Atlético-PR, sofrida no último domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba, onde o seu time chegou a sair na frente com um gol de Henrique Dourado no finalzinho do primeiro tempo, mas depois permitiu a virada e foi vazado por três vezes na etapa final do confronto válido pela 24.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O treinador reconheceu que o time da casa "teve um domínio muito grande no primeiro tempo" e que a sua equipe acabou achando o gol quando sofria para ao menos sustentar o empate. Entretanto, ele apontou que os seus comandados desperdiçaram ótima chance de voltar para o Rio com um resultado bem melhor na bagagem.

"Por uma felicidade nossa, numa jogada que sempre repetimos, fizemos o gol com o Dourado. No segundo tempo, nossa preocupação foi povoar mais o meio de campo, imaginando que o Atlético viria para cima. E o que se viu foi uma situação totalmente diferente. Eu trouxe o Wendel mais para dentro e o jogo ficou todo à nossa feição. Todo! Incrível! E nessa hora sofremos o gol bobo. Estávamos muito mais perto de fazer o segundo gol do que sofrer o empate. No entanto, sofremos o empate", lamentou o comandante, em entrevista coletiva.

Em seguida, Abel enfatizou que o gol deu moral aos adversários em um "momento crucial, quando a torcida já começava a vaiar o time deles". "Tudo que eles queriam era achar o empate, depois disso o time cresceu, a torcida veio junto e sofremos outro gol que não se pode tomar. Se discute se foi falta ou não (no lance do primeiro gol atleticano, em cobrança de Felipe Gedoz), mas o erro foi na barreira. A bola não passou por cima, passou pelo meio da barreira", reclamou.

Para completar, o treinador tricolor viu um erro infantil no lance do gol da virada do Atlético-PR, marcado por Ribamar. "Depois tomamos outro gol estranho. Essa bola metida na diagonal, que uma jogada sobre a qual nós conversamos muito, que o Atlético faz sempre. Quando o jogador corta para dentro e o Ribamar faz a diagonal, é só você dar dois passos para frente que o cara fica impedido", apontou.

O resultado deixou o Fluminense na 11ª posição do Brasileirão, com 31 pontos, agora sete atrás dos times que fecham a zona de classificação para a Libertadores, fato que motivou Abel a cobrar uma reação dos seus jogadores no duelo diante do Palmeiras, no próximo domingo, no Maracanã, pela 25ª rodada da competição. E antes disso a equipe enfrentará a LDU nesta quinta-feira, no Equador, onde tentará sustentar a vantagem de 1 a 0 que conquistou na partida de dia das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

"Temos que fazer mais, cada rodada a gente não sai do lugar e o restante do pessoal está somando pontos. Vamos ficando distantes de onde queríamos estar, que é perto do G6", lamentou Abel, que ao mesmo tempo admitiu que o grande número de desfalques acabou pensando para o Fluminense em Curitiba.

"É uma situação delicada porque viemos sem o lateral-direito (titular), dois zagueiros e dois homens de meio-campo. Não teve ninguém poupado, esses todos foram vetados pelos médicos, tirando o Lucas que está suspenso. Então foi uma defesa só com jovens, que se saiu muito bem. E para nossa surpresa, um jogador que estava estreando, que não joga uma partida oficial há bastante tempo, o Richard, teve que sair com cãibras, aí complicou. Os dois zagueiros é certo que não vou ter contra a LDU, o Lucas volta e provavelmente devo ter o Douglas e o Orejuela. Aí a gente já fica uma equipe mais 'cascuda'", projetou.

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