Nelson Perez/Fluminense FC
Nelson Perez/Fluminense FC

Abel critica final no Engenhão, apoia torcida única e contesta 'parceria' com Fla

Técnico vai na contramão das diretorias dos clubes e vê medida como 'educativa' para torcedores

Estadão Conteudo

03 de março de 2017 | 19h42

Esbanjando sinceridade nesta sexta-feira, às vésperas do Fla-Flu que vai decidir a Taça Guanabara, no domingo, o técnico Abel Braga disparou contra a final fora do Maracanã, disse concordar com torcida única em clássico e ainda contestou a "parceria" entre Fluminense e Flamengo para jogar no Engenhão.

"Como é que o jogo pode não ser no Maracanã? O Flamengo não vai jogar lá na quarta-feira? Quem que não deixou jogar lá? Pode me dizer? É estranho", questionou o treinador, dirigindo-se aos jornalistas. "O Fluminense está ficando parceiro de muita gente..."

Abel se referia ao jogo de estreia do Flamengo na Copa Libertadores, na próxima quarta, no Maracanã, contra o argentino San Lorenzo. O time rubro-negro priorizou jogar a estreia no danificado gramado do Maracanã, em detrimento da final do primeiro turno do Estadual. Segundo o clube, os dois jogos seguidos no estádio prejudicaria ainda mais o campo.

Questionado sobre a segurança do clássico, Abel se mostrou a favor da torcida única, tão criticada nos últimos dias. Para o treinador, seria uma medida "educativa" para os torcedores. "Deixaria o filho ir ao estádio se fosse torcida única. É a maneira do povo aprender, a ser educado, a respeitar o próximo", declarou.

"Mesmo se fosse torcida única, deixaria ir sem a camisa do clube de coração. Porque ele poderia ser linchado covardemente por dez, doze caras no metrô, na porta do estádio, no ônibus, no trem, em qualquer lugar. Uma pena", afirmou Abel Braga.

O técnico, contudo, admitiu que a final perderia muito com torcida única ou mesmo com os portões fechados, decisão que chegou a ser anunciada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ) nesta tarde, a pedido dos dois clubes finalistas, com o objetivo de pressionar por uma outra decisão judicial que liberasse a presença das duas torcidas na partida decisiva.

"Seria diferente se fosse com portões fechados. A gente lutou tanto para chegar a um momento desses, mas não compactuo com essa ideia de jogar sem público", disse o treinador do Fluminense.

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