Cesar Greco
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Abel Ferreira diz que estudou São Paulo por semanas e cita jogo 'perfeito' do Palmeiras

Treinador também ressalta que parte mental dos atletas foi determinante para vencer e garantir vaga na semifinal da Libertadores

Ricardo Magatti, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2021 | 01h02

Abel Ferreira demorou seis jogos para vencer o São Paulo, mas quando conseguiu, a vitória veio em grande estilo, com um 3 a 0 categórico nesta terça que garantiu o Palmeiras na semifinal da Libertadores. Calmo e contente pela classificação, o treinador português salientou que ele e seus atletas passaram as últimas semanas estudando o rival e exaltou a parte mental de seus atletas, determinante para o triunfo, segundo sua avaliação.

"A equipe deu aqui uma grande resposta sobre as '24 horas'. Fomos muito fortes mentalmente. O passado nos dá responsabilidade. E trabalhamos no presente para que o futuro seja melhor", observou o técnico. "É a primeira vez que ganhamos do São Paulo. Fizemos um bom jogo. Do outro lado tem uma grande equipe e muito bem treinada. E estão numa série de jogos seguidos como o Palmeiras teve. Sei quão duro é. É muito desgastante física e mentalmente", analisou.

"Perdemos muito tempo estudando esse adversário. Muitos perguntaram o que o Palmeiras fez nas duas semanas livres. O Palmeiras treinou para esse jogo. E nem os jogadores sabiam", acrescentou o treinador, que não quis revelar a estratégia montada para dominar o São Paulo no Allianz Parque e vencer com autoridade.

"O São Paulo é uma equipe que defende e marca de maneira diferente de muitos times no Brasil. Marcação individual quase campo inteiro. Nós, aos poucos, fomos percebendo o que fazer para desmontar o nosso adversário. E não posso dizer aqui qual foi a estratégia. Quem sabe um dia, quando escrever um livro".

Para Abel, a atuação foi "perfeita" taticamente e mentalmente e os seus atletas foram "bravos em todos os níveis". "Respondemos e bloqueamos o adversário. E fisicamente, tivemos uma resposta cabal", elucidou o satisfeito treinador, feliz também com o apoio da torcida organizada que montou uma decoração especial no Allianz Parque para incentivar a equipe no duelo decisivo.

"O desafio que eu faço aos torcedores: é muito melhor decorar o estádio do que pintar muros para criticar nossos jogadores. Não vamos ganhar sempre, mas ninguém quer ganhar mais do que nós. Sei que a torcida é exigente comigo e com os jogadores, mas temos que ser exigentes com a torcida também", ponderou o comandante.

O português falou que os jogadores "fizeram história" com a vitória, a primeira sobre o São Paulo na história da Libertadores, e voltou a dizer que tem aprendido com seus erros. "Desde que vim para o Brasil, sou um melhor treinador", garantiu o técnico que vive o jogo "de forma intensa e apaixonada".

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