César Greco / Agência Palmeiras
César Greco / Agência Palmeiras

Abel Ferreira, do Palmeiras, relata medo causado pelo coronavírus: 'Não queria dormir'

Treinador voltou a comandar a equipe após perder três jogos por ter contraído a covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 05h00

Abel Ferreira voltou a comandar o Palmeiras na noite de terça-feira, na vitória por 3 a 0 sobre o Libertad que garantiu a equipe na semifinal da Copa Libertadores da América. Ele havia perdido os três jogos anteriores por ter contraído o coronavírus. Recuperado, o treinador relatou o medo que sentiu após ter sido diagnosticado com a covid-19.

"Primeira noite tive medo. É algo que tem formas de reagir diferentes em cada corpo. A primeira noite não queria dormir, lutava contra o sono, porque estava com medo. A partir da segunda noite começou a estabilizar, deixei de ter febre. Foram dez dias tranquilos, todas as pessoas do clube me ligavam perguntando se tinha alguma coisa. As pessoas do hotel também foram muito simpáticas comigo, à distância. Fiquei sozinho no quarto, tive que arrumar as coisas, limpar, era bom porque ajudava a passar o tempo", disse o treinador.

Durante o período em que técnico ficou em isolamento, o Palmeiras foi comandado pelos auxiliares Vitor Castanheira e João Martins. Pela internet, Abel Ferreira acompanhava os treinos e tinha reuniões com os jogadores.

"Tenho uma equipe técnica altamente competente, tenho treinadores que trabalham comigo, não são só assistentes. Hoje em dia com a tecnologia, é possível estar presente. Não fisicamente, mas por meio das tecnologias que temos. Tive reuniões individuais e reuniões coletivas por aplicativo. Faltou contato, mas todo o resto esteve lá e os jogadores sabiam o que fazer", afirmou.

Nas três partidas que Abel não pôde estar à beira do campo, o Palmeiras empatou por 2 a 2 com o Santos na Vila Belmiro, empatou por 1 a 1 com o Libertad no Paraguai e venceu o Bahia por 3 a 0 no Allianz Parque.

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