Abel, Mano e Muricy lideram salários entre técnicos no Brasileirão

Comandantes de Inter, Corinthians e São Paulo recebem R$ 500 mil por mês, de acordo com levantamento; Marcelo Oliveira é o quarto

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 12h26

Marcelo Oliveira é considerado o grande treinador do futebol brasileiro e, além de ser o atual campeão nacional, o técnico do Cruzeiro lidera a atual edição do torneio. Porém, quando o assunto é dinheiro no bolso, o comandante celeste é "apenas" o quarto colocado entre os maiores salários do Brasil, atrás de Abel Braga, Mano Menezes e Muricy Ramalho, que recebem R$ 500 mil por mês de Internacional, Corinthians e São Paulo, respectivamente, segundo levantamento feito pela Pluri Consultoria, uma empresa de marketing e negócios do futebol.

Outrora os treinadores mais valorizados do Brasil, Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, apesar de estarem há algum tempo sem conquistar títulos de expressão, continuam bem vistos no mercado e recebem mensalmente R$ 350 mil, R$ 50 mil a mais do que Levir Culpi, que conduz o Atlético-MG a grandes campanhas tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil nesta temporada.

Enderson Moreira, que assumiu o Santos recentemente, é o oitavo na lista, com salário de R$ 250 mil, à frente de Cristóvão Borges e Dorival Júnior, que recebem R$ 200 mil de Fluminense e Palmeiras. Já os cariocas Botafogo e Vasco são os times "mais econômicos" entre os 12 maiores do Brasil e pagam R$ 150 mil para Vagner Mancini e Joel Santana.

QUEDA
Apesar dos valores soarem como altíssimos para a maior parte da população brasileira, o levantamento indica uma queda nos contra-cheques recebidos pelos técnicos. Contabilizando o ano de 2012, os salários sofreram redução de 25% para 2014. Naquela época, pelo menos quatro treinadores ultrapassavam o "limite" de R$ 500 mil da atual temporada. Abel Braga, que estava no Fluminense e conduziu a equipe ao título brasileiro, recebia R$ 700 mil por mês e era seguido por Vanderlei Luxemburgo (Flamengo), Muricy Ramalho (Santos) e Tite (Corinthians), com salários avaliados em R$ 600 mil. Do último ano para cá, a queda nos valores é de 13%.

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