Cesar Greco/SE Palmeiras
Cesar Greco/SE Palmeiras

Abel promete 'soluções' para reagir na temporada: 'Palmeiras não está forte'

No reencontro com a torcida. treinador não esconde decepção após nova derrota do time no Brasileirão e diz que time não está no mesmo nível de Atlético-MG e Flamengo

Redação, Estadão Conteúdo

10 de outubro de 2021 | 10h03

Abel Ferreira não escondeu o abatimento após a dura derrota do Palmeiras para o Red Bull Bragantino, por 4 a 2, na noite deste sábado, justamente no reencontro da torcida com o time paulista no Allianz Parque. O treinador reconheceu que a equipe "não está forte", até distante dos líderes Atlético-MG e Flamengo, e prometeu encontrar "soluções".

"Tenho que ser realista, não posso vender sonhos. Quando você vê um Atlético-MG fortíssimo, sem facilitar nada. Quando você vê um Flamengo fortíssimo... E nesse momento o Palmeiras não está forte. Estamos em um mau momento e temos que assumir", declarou o treinador.

A derrota em casa deixou o Palmeiras longe da disputa pelo título do Brasileirão. Agora são 14 pontos de diferença para o líder Atlético-MG. E três atrás do vice-líder Flamengo, que tem dois jogos a menos na tabela.

Abel não jogou a toalha na briga pelo troféu, mas indicou que o foco do Palmeiras agora será recuperar a equipe nos jogos do Brasileirão visando a final da Libertadores, justamente contra o Flamengo, no dia 27 de novembro.

"Temos muitos jogos ainda, mas temos que lembrar que temos um jogo dia 27 e são esses jogos que vão nos preparar para lá. Esses são nossos jogadores e apesar das ausências vamos trabalhar para fazer mais e melhor. Somos o Palmeiras e jogue quem jogar, os mais experientes ou mais jovens é o Palmeiras. Todos nós temos responsabilidade e tenho que achar soluções", prometeu.

O treinador também comentou sobre as manifestações da torcida no Allianz Parque. Parte das arquibancadas vaiou o time no fim do jogo, com direito a gritos de "time sem vergonha".

"Estamos em um mau momento, um momento de dor para quem gosta do Palmeiras. Queremos mais e melhor da nossa equipe. O que eu quero dos torcedores é que apoiem durante o jogo todo, assim como fizeram. No fim, se tiver de cobrar, que cobrem. É isso que eu quero como treinador do Palmeiras. Fica aqui o registro positivo de que os torcedores apoiaram o time durante os 90 minutos. Não foi por conta deles que não tivemos ânimo e força pelo resultado. Os jogadores deram de tudo, cometemos erros, mas eles deram o que podiam."

Abel disse que, se o estádio estivesse lotado, o Palmeiras poderia ter buscado a virada contra o Bragantino. "Posso dizer que esta torcida ganha jogos. Nós, com um elenco top e essa torcida empurrando, fizemos 3 a 2 e só tinha 30% no estádio? Essa torcida ganha jogos. Uma torcida que empurra. Vou voltar a repetir, não é sempre que se leva quatro gols, eles viram que os jogadores estavam correndo e apoiaram. No final, cobrem. Hoje a gente não merecia outra coisa que não fosse vaias", reconheceu.

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