Abel vê clássico decidido no 'detalhe' e admite saída de Wellington Silva do Flu

Atacante deve ser recomprado pelo Arsenal, que negocia repassá-lo ao Bordeaux

Estadão Conteúdo

13 de julho de 2017 | 09h50

Após ver o Fluminense ser derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo na noite da última quarta-feira, no Maracanã, o técnico Abel Braga ressaltou que o clássico foi decidido "no detalhe", mas reconheceu que a sua equipe cometeu mais erros do que poderia neste confronto válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"Fica aquilo que a gente sabe que decide clássico, que é o detalhe, a concentração. Lamentamos o resultado, mas não podemos negar que não faltou luta. Um jogo que as equipes marcaram bem, foi crucial para nós dos 20 aos 45 minutos do segundo tempo. Erramos mais que o normal e facilitamos o contra-ataque do adversário. Mas vamos para domingo, não adianta, não pode ser diferente", analisou o comandante, em entrevista coletiva, já projetando o duelo diante do Coritiba, às 19 horas, no Couto Pereira, em Curitiba, pela próxima rodada do Brasileirão.

O técnico ainda procurou não ficar se lamentando muito em relação aos desfalques que teve para o clássico. "Perdi jogadores de muito peso no meu time. Não gosto de ficar falando isso, porque vai parecer desculpa. Não sei se meu time hoje com Sornoza e Douglas não teria mais agressividade e intensidade. Acho que sim, mas não posso garantir. Mesmo se estivessem em campo, poderia perder para o Botafogo, claro, é um grande time, é um clássico", ressaltou.

WELINGTON SILVA DE SAÍDA

Para completar, o treinador ainda viu o atacante Wellington Silva exibir uma atuação ruim, depois de ter retornado ao time marcando um gol no empate por 1 a 1 com o Bahia, em Salvador, após dois meses afastado por causa de um problema no púbis. E o treinador admitiu que pode estar próximo de perder o atleta, que chegou sem custo ao time carioca no ano passado e possui uma cláusula em seu contrato que obriga o clube a vendê-lo ao Arsenal, ex-time do atacante, que já manifestou interesse de exercer o direito de recompra do jogador.

O clube inglês pretende fazê-lo para em seguida repassá-lo ao Bordeaux, que vem negociando a contratação nos últimos dias e poderá confirmá-lo como reforço nesta janela de transferências internacionais. "Hoje (quarta-feira) eu soube de tarde (da situação) do Wellington. Trouxe o Wellington e perguntei se estava bem para jogar e ele falou que estava, então jogou. Tentou ao máximo, não teve uma grande atuação, assim como toda a equipe, mas não posso falar (se ele está de saída ou não) porque acabou o jogo e não sei se está certo ou não está certo (a sua contratação por parte do clube francês), isso tem que ser perguntado ao presidente", afirmou, para em seguida deixar claro que saída do atacante do Flu pode ser questão de tempo.

"Mais um que sai? Vamos ver se chega alguém. Sabemos que a janela (de transferências) é sempre cruel. Se tem uma cláusula, não há o que fazer. Eu soube da cláusula porque ele veio de graça em 2016, o Flu não tem o que fazer. Mais um grande jogador que se vai", lamentou.

O resultado negativo deixou o Fluminense na décima posição da competição nacional, com 17 pontos, e a equipe corre o risco de perder novos postos da tabela no complemento desta 13ª rodada, nesta quinta-feira. E Abel lamentou o fato de que a equipe tricolor levou o gol que decidiu o clássico em um lance de bola parada, após cobrança de escanteio de João Paulo completada de cabeça pelo atacante Roger, aos 38 minutos do primeiro tempo.

"Nós temos que parar de dar presente para o adversário. Não posso tomar um gol desses, praticamente na linha da pequena área. O jogo, naquele momento, já era melhor para o Botafogo", enfatizou o treinador, para também destacar que de nada adiantou o Fluminense ter maior posse de bola que o Botafogo no clássico, pois sua equipe também cometeu muitos erros de passe.

"Foi um jogo em que tivemos mais posse de bola, mas não me interessa a posse de bola. Minha equipe é rápida e joga com dois jogadores de lado. O passe errado é justamente por isso, o Botafogo fechava e marcava muito bem. O número de posse de bola e de passes talvez tenha sido o maior de todo o campeonato, quando se chega a 71% é porque está tocando a bola. Nós não conseguíamos penetrar (na área adversária) e a opção foi colocar um jogador de drible pelo lado do campo. Mas são todos meninos, ficou sobrecarregado para o Richarlison na área também", disse Abel.

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