Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Abílio Diniz ataca Aidar e chama vinda de Iago de 'batom na cueca'

Empresário critica gestão no São Paulo em reunião no Morumbi

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 13h38

A reunião bimestral do Conselho Deliberativo do São Paulo teve vários conflitos na noite de segunda-feira, no Morumbi. Convidado a participar, o empresário Abílio Diniz disse que a contratação de Iago Maidana foi um caso de "batom na cueca" e o encontro terminou com discussões e a montagem de um novo comitê para apurações internas.

Diniz participou pela segunda vez da reunião no clube. Em julho, foi convidado pelo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e agora, recebeu o chamado do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Segundo presentes ao encontro, Diniz criticou bastante Aidar durante a sua fala.

O empresário, que não é membro do Conselho, atacou a gestão e classificou como um caso de "batom na cueca" a vinda do zagueiro Iago Maidana. O defensor de 19 anos foi contratado no começo do mês por R$ 2 milhões após deixar o Criciúma, ficar dois dias no Monte Cristo (GO). A CBF e a Federação Paulista de Futebol (FPF) questionaram o clube do Morumbi sobre uma possível operação irregular no regulamento de registro, que proíbe a participação de terceiros em transferências.

As críticas de Diniz foram em tom áspero e acentuaram as divergências com Aidar. O empresário são-paulino participou da chegada do diretor executivo Alexandre Bourgeois, que foi demitido no começo de mês após conflitos com a cúpula do clube.

Além de conflitos e discussões entre os presentes, a reunião teve como acordo unânime a montagem de um comitê de acompanhamento da auditoria a ser contratada pelo clube. O trabalho do grupo será de analisar contratos e balanços.

A oposição reuniu 62 assinaturas e apresentou no encontro uma moção de desconfiança ao presidente do clube. O ato, porém, não foi à votação e dificilmente será apreciado, pois necessita da presença de pelo menos 180 dos 240 conselheiros, algo incomum. Dentro do São Paulo, a lista é encarada mais como um gesto político de reprovação a Aidar.

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