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Abra os olhos

Presença de mulheres nos programas esportivos tem aumentado, trazendo beleza marcante

Redação, Estadão Conteúdo

08 de novembro de 2020 | 05h00

Abra os olhos e não só os ouvidos. Os comentaristas de futebol pelas TVs vêm se transformando paulatinamente em algo muito interessante para os olhos. Falo das mulheres agora, enfim, presenças naturais em comentários esportivos pela TV. Como qualquer pessoa interessada em futebol, o formato dos comentários após os jogos e durante a semana tinham aspecto tão costumeiro e imutável através dos anos que eu mal prestava atenção na sua formação. Já sabia que teria diante de mim um punhado de marmanjos falando sobre os jogos.

Eu mesmo custei a ver que alguma coisa estava mudando. Comecei a ver uma mulher aqui, outra acolá, mas nada que pudesse pôr em dúvida a esmagadora presença masculina. Agora, talvez efeito da pandemia ou talvez apenas mais observador, sofro o impacto das mulheres nesses programas. Um pouco retardatário, confesso meio envergonhado. O fato é que praticamente em todas as emissoras há presença feminina constante. E marcantes, a começar pela beleza.

É um tema espinhoso hoje em dia, para o qual pensei até invocar o testemunho de Vinicius de Moraes, grande poeta e compositor, especialista no assunto. Recuei a tempo. O receio desses tempos mais sensíveis me obriga a dizer apenas que observo a presença cada vez maior das mulheres com bastante entusiasmo. A televisão, que vem do cinema, precisa de rostos especiais para acrescentar interesse ao espetáculo. Não por outra razão, o close up é o plano por excelência do cinema. O número infinito de atores e principalmente atrizes que viveram no imaginário de gerações confirma isso.

A TV, mesmo num programa de esportes, não podia deixar de se valer do prestígio dos closes. Talvez um programa esportivo em especial, afinal esporte é saúde e, portanto, beleza. E estou vendo nesse momento muitas mulheres atraentes participando com enorme frequência dos programas esportivos. Não sou só eu a perceber o fenômeno. É claramente visível no rosto dos homens que compartilham esses programas com as belas mulheres. Vê-se que estão claramente desfrutando da companhia delas. Às vezes intimidados, às vezes traindo ainda uma certa dúvida em como agir, mas não conseguindo evitar expressões, às vezes involuntárias, de agrado e aprovação.

Porque o fato é que essas mulheres comentaristas, em geral, transmitem alegria num assunto que muitas vezes é árduo e repetitivo. Acrescentam leveza e muitos, muitos sorrisos, onde não havia tantos. Estou me divertindo particularmente com veteranos, alguns amigos meus, agora às voltas com essas companheiras inevitáveis. Estão se saindo bem, sinal que assimilaram a coisa. E, o que também observo, pouco a pouco, essas mulheres começam a liderar os programas, isto é, a pôr ordem nas coisas. Muitas vezes não opinam tanto, mas determinam quem vai falar. Isso é, de fato, conduzir as coisas.

São mais reservadas que os homens quanto às suas preferências. Os homens se abrem mais, é fácil saber ou imaginar para quem torce um e outro comentarista. Quando não são eles mesmos que ostentam suas preferências. A mulher é mais misteriosa, como convém a uma mulher. É para ser descoberta, como nos mostra a infinidade de grandes personagens femininos nas artes.

Com esse pouco de mistério são mais atraentes. Talvez porque a presença delas é mais recente e, portanto, menos conhecida. Devem, a meu ver, preservar esse mistério e assim manter a curiosidade de todos. No lugar delas eu mandaria retirar qualquer informação pessoal da internet. Não por ser inconveniente em si, mas porque a realidade é, em geral, mais pobre do que a imaginação, apesar de muita gente pensar o contrário. De qualquer forma, mais do que nunca, estou de olho aberto aos programas esportivos. Alguns realmente considero imperdíveis.

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