Daniel Dal Zennaro/AE
Daniel Dal Zennaro/AE

Abramovich leva o nono treinador para o Chelsea desde que comprou o clube

Rafael Benítez tem o desafio de recuperar o bom futebol do time inglês

Thiago Mattos, especial para o Estadão, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2012 | 18h48

SÃO PAULO - Após demitir Roberto Di Matteo, em menos de 24 horas o Chelsea anuncia o nome de Rafael Benítez como novo treinador do clube. Benítez, que havia manifestado seu interesse em comandar a equipe inglesa, terá a difícil tarefa de assumir um time que está sem vencer há quatro partidas no Campeonato Inglês, com a corda no pescoço na Copa dos Campeões (não depende mais de suas próprias forças para se classificar) e que em menos de um mês vai disputar a primeira partida do Mundial de Clubes da Fifa, cujo maior adversário, em tese, é o Corinthians.

"Estou procurando por um clube que possa competir por troféus, e o Chelsea é um deles", disse Rafa Benítez, antes de ter batido o martelo com o time do bilionário russo Roman Abramovich.

Recuperar-se no Inglês é a missão mais fácil do novo treinador. Mas os riscos de assumir um time em condições adversas, quase uma praxe na vida de técnicos de futebol, pode render a Rafa alguns benefícios. Para o ex-técnico do São Caetano, Emerson Leão, Benítez assume o Chelsea em ótimas condições para se dar bem num curto período de tempo. Ele explica: "Em duas partidas apenas ele já pode ganhar um título (o do Mundial da Fifa) e compensar qualquer risco", diz. "Seria bem pior assumir uma equipe que tivesse sido rebaixada, por exemplo."

Leão também chama a atenção para uma tendência brasileira que estaria sendo exportada por clubes estrangeiros: a cada vez mais constante dispensa de treinadores quando os resultados não aparecem de imediato. "Hoje, em um só campeonato, um time troca até quatro vezes de técnico." No caso do Chelsea, que teve nove treinadores nos últimos nove anos, há ainda um agravante. "Quando um time tem um dono, como é o Abramovich no Chelsea, ele não se contenta em ser apenas o presidente. Quer também escalar a equipe e bater o penâlti."

Desde que o russo comprou o clube inglês, uma legião de treinadores comandou a equipe. Quando assumiu, em junho de 2003, o Chelsea era comandado por Claudio Ranieri, que permaneceu no posto até o dirigente decidir trocá-lo por José Mourinho. As trocas depois não pararam mais: Avram Grant, Luiz Felipe Scolari; Guus Hiddink; Carlo Ancelotti; André Villas-Boas e Roberto Di Matteo.

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