Ação da PM segurou Luís Fabiano no País

O São Paulo deve a permanência de Luís Fabiano ao comando da Polícia Militar de Campinas. O jogador revelou ao JT que só ficará para a disputa da Libertadores da América porque acabou o seu maior medo: ameaças de seqüestro de familiares seus em Campinas. Se elas continuassem, o jogador partiria para a Europa, já que seu empresário Jose Fuentes arrumou propostas de clubes médios espanhóis - Bétis e Español - e levaria a irmã e o irmão do jogador.Luís Fabiano foi muito sincero. Disse que uma conversa que teve com o atacante Edmundo o fez refletir sobre tudo que estava perdendo na sua carreira. E garantiu: "O São Paulo deste ano tem muito mais personalidade. Será um time guerreiro. Quero ver a torcida tentar invadir o CT para nos chamar de pipoqueiros e encontrar pela frente o Fabão e o Lugano."A Polícia Militar foi responsável por você ter ficado no São Paulo.Luís Fabiano - Eu não iria agüentar continuar jogando sabendo que meus parentes corriam perigo. Essa coisa de seqüestro é séria demais e mexeu com a minha cabeça. Queria que minha mãe ficasse sossegada e o meu irmão pudesse ir empinar pipa como eu fiz na infância, sem medo. Mas, graças a Deus, tudo acabou. O ano passado foi terrível para mim. Mas, agora, o comando da PM campineira me procurou e garantiu que eles estão protegidos. E estão mesmo. Acabaram as ameaças. Agora respiro em paz.E a proposta do exterior?A proposta vale para já. Mas decidi não ir porque quero ganhar pelo menos um título. Não quero sair pelas portas do fundo, sem uma conquista. Artilheiro só, não basta.Mas para isso você precisa parar de ser expulso...É verdade. Os cartões assustam os dirigentes. O nascimento da minha filha e o meu tratamento com a psicóloga irão me acalmar. Não quero continuar atrapalhando a minha carreira.Você também teve conselho de quem perdeu muito com isso: o Edmundo.Tive uma conversa maravilhosa com o Edmundo. Ele foi bastante sincero comigo. Disse que perdeu dinheiro demais arrumando confusões desnecessárias. Disse que nós somos parecidos. Eu concordo. O Edmundo foi meu ídolo quando era menor. Eu já gostava dele; depois do carinho que teve comigo, gosto mais ainda. Ele me abriu os olhos de vez. Vou mudar a minha atitude. Não quero rasgar dinheiro.A sua convivência com Diego Tardelli será pacífica? Em 2003, vocês tiveram problemas.É duro conviver em uma equipe dois jogadores com a mesma personalidade. Mas já conversamos e zeramos as diferenças.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2004 | 09h50

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