Acidente tira Luciano Henrique do time

Mais um problema para Nelsinho Baptista armar o time para o jogo de domingo contra o Cruzeiro: o meia Luciano Henrique sofreu um acidente em sua casa, ao estourar o vidro do box do banheiro. Ele teve ferimentos profundo na coxa, em que levou oito pontos, e no braço. Ele foi examinado pelo médico Carlos Braga na manhã de hoje e não terá condições de jogar. Léo Lima deverá entrar em seu lugar. Nelsinho Baptista conversou com o zagueiro Ávalos, que retorna de contusão, e ficou animado com a possibilidade de contar com esse jogador. "Ele treinou, disse que estava se sentindo bem e vamos aguardar uma nova avaliação amanhã para ver". Com isso, ele tem um problema a menos, já que Luís Alberto voltou a sentir dores na coxa durante o jogo contra o Vasco e foi vetado pelo médico. Hallison irá compor a dupla com Ávalos. Fora isso, ele conta com a volta do volante Heleno, que cumpriu suspensão automática e continua sem poder escalar Zé Elias (contundido), Giovanni e Luizão (suspensos), e vai manter Cláudio Pitbull no banco. Nelsinho Baptista comentou que há tempo para a recuperação técnica de Luizão e Pitbull: "eles não foram contratados para disputar cinco partidas, têm contrato até o ano que vem e estamos trabalhando para recuperá-los". O treinador está satisfeito com o rendimento do time nos dois últimos jogos, em que venceu o São Paulo e o Vasco da Gama. "A equipe está se posicionando melhor, mas pode render mais tecnicamente", disse Nelsinho. Ele comentou o não aproveitamento de Bóvio, que deverá deixar a Vila Belmiro no início do ano com destino a Espanha, como uma opção: "queria dois volantes de características de pegada no caso de necessidade e temos o Fabinho, o Heleno e o Gavião, que entrou no último jogo". REALIDADE - Tanto Nelsinho Baptista quanto o capitão Ricardinho acham que o time precisa cair na real, já que as chances de conquistar o título são muito remotas, com o Corinthians abrindo quinze pontos de vantagem e faltando apenas oito rodadas para o campeonato terminar. "Primeiro temos de pensar na vaga para a Libertadores, que também não está fácil", disse o treinador. Para Ricardinho, o time não pode fugir à realidade. "Não podemos achar porque vencemos dois jogos importantes que estamos a dois pontos do primeiro colocado", disse ele, lembrando os quinze pontos de diferença. "Estamos longe e temos de colocar os pés no chão: todos queremos o título, mas nossa realidade é outra". Para os dois, a ordem é conquistar o maior número de vitórias para garantir a quarta vaga para a Libertadores. Ricardinho foi diplomático quando respondeu a uma pergunta sobre o pedido que o Santos vai fazer para conseguir sua liberação dos dois amistosos da seleção. "É uma questão de diretoria, sou só um atleta e espero a definição", disse ele, destacando, porém, que é uma boa oportunidade de mostrar serviço para chegar à Copa do Mundo do ano que vem. "Falta pouco tempo para a Copa e, independente de ser para a amistosos, essa convocação é importante e isso tem de pesar". Nelsinho Baptista não acredita na liberação. Para ele, um pedido nesse sentido tem de ser feito antes da convocação. "É muito difícil reverter essa situação agora", comentou. Mesmo conformado, lamentou a perda do jogador em dois confrontos contra adversários diretos na busca da vaga para a Libertadores, o Internacional e o Paraná. "É um prejuízo grande para nossa equipe", concluiu.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2005 | 18h36

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