Romain Lafabregue/AFP
Romain Lafabregue/AFP

Acidentes durante festejos do bicampeonato mundial deixam dois mortos na França

Ao todo 292 pessoas foram detidas e responderão à Justiça, e 45 policiais civis e militares foram feridos, mas nenhum com gravidade

Andrei Netto, correspondente / Paris, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2018 | 09h42

A imensa festa que levou milhões de pessoas às ruas e atravessou a noite em Paris e nas principais cidades do país pela vitória da França na Copa do Mundo da Rússia, cujo bicampeonato mundial da seleção francesa foi garantido com vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, domingo, em Moscou, deixou duas pessoas mortas, confrontos entre a polícia e torcedores violentos e algumas lojas e mobiliário urbano depredado. A intervenção das tropas de choque gerou uso de gás lacrimogêneo, e cenas de correria em meio à festa. Ao todo 292 pessoas foram detidas e responderão à Justiça, e 45 policiais civis e militares foram feridos, mas nenhum com gravidade.

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O balanço do "lado B" da comemoração foi divulgado nesta manhã de segunda-feira pelo Ministério do Interior, que respirou aliviado pela ausência de incidentes maiores - em especial ataques terroristas. Ainda assim, duas tragédias pessoais aconteceram em Saint-Félix, na região de Oise, onde um motorista que comemorava a vitória bateu contra uma árvore e morreu, e em Annecy, em Haute-Savoie, onde um aposentado mergulhou em um canal de baixa profundidade e não resistiu aos ferimentos.

Um dos destaques negativos da festa foram as imagens de "casseurs", os "quebradores", grupos de black blocs franceses que, em meio à festa, atacaram a polícia e alguns estabelecimentos comerciais. Em Paris, as vitrines da Publicis Drugstore, uma loja situada junto ao Arco do Triunfo, foram depredadas.

 

Os efeitos colaterais da festa da vitória eram temidos pelo Ministério do Interior, que mobilizou 12 mil policiais a mais em Paris e 80 mil em todo o país para garantir a segurança das áreas reservadas para os torcedores.

O principal receio era a repetição de ataques terroristas como os cometidos em nome dos grupos extremistas Al-Qaeda e Estado Islâmico entre 2015 e 2016. No último deles, em 14 de julho de 2016, em Nice, 86 pessoas morreram e 458 ficaram feridas, sendo que várias delas foram vítimas de um motorista de caminhão que atropelou pessoas durante a festa nacional.

 

 

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