Acordo CBF/Ambev pode ser investigado

O Ministério Público Federal recebeu, nesta quinta-feira, pedido formal dos deputados federais Silvio Torres (PSDB-SP) e Doutor Rosinha (PT-PR) para investigar o contrato firmado em 2001 entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Ambev, no valor de US$ 180 milhões. Em visita ao Rio para contatos com o procurador da República, Marcelo Freire, os parlamentares manifestaram o interesse em dar continuidade às investigações sobre negócios envolvendo a entidade máxima do futebol brasileiro. "Queremos saber se existe alguma irregularidade nesse contrato. Temos algumas informações que apontam para isso", disse Silvio Torres. O deputado do PSDB citou declaração do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o contrato da entidade com a Nike, entre 2000 e 2001. O dirigente afirmou que não haveria mais intermediação entre a CBF e as empresas patrocinadoras da entidade. "Em seguida, ele contratou por US$ 8 milhões a MB Consultoria, empresa de um ex-sócio seu (Renato Tiraboschi) para fazer o contrato com a Ambev", disse Doutor Rosinha. "É preciso esmiuçar o que ocorreu nessa transação. No mínimo, parece que Ricardo Teixeira cometeu um deslize moral", afirmou o parlamentar do PT. De acordo com ele, o procurador Marcelo Freire se mostrou receptivo ao pedido e ficou de lhes dar uma resposta nos próximos dias. Recentemente, Freire encaminhou à Polícia Federal uma solicitação para que fossem feitas novas diligências em inquéritos que apuram supostos crimes de ordem financeira e que teriam sido cometidos por dirigentes da CBF.

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