Acordo entre CBF e clubes fracassa

Fracassou o tão anunciado acordo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, com clubes nacionais e estrangeiros para antecipar a liberação dos 22 atletas relacionados para a partida contra o Uruguai. Teixeira afirmara dias atrás que toda a equipe treinaria por 15 dias na Granja Comary, região serrana do Rio, visando ao próximo jogo das eliminatórias do Mundial de 2002. Em viagem recente ao Japão, o então técnico da seleção, Emerson Leão, duvidara em várias entrevistas da promessa do dirigente. Somente 12 atletas iniciaram as atividades nesta segunda-feira e é bem provável que o grupo esteja completo somente na semana da partida contra o Uruguai. Rivaldo, por exemplo, só deve chegar a Granja Comary dia 26. Dois outros titulares do time de Luís Felipe Scolari, Cafu e Emerson, da Roma, devem se apresentar no dia 25.O zagueiro Antonio Carlos, com uma luxação no ombro direito, pode ser cortado do grupo, mas terá de vir a Teresópolis para ser examinado pelos médicos da seleção. Para piorar, o lateral Serginho, do Milan, pediu dispensa da seleção por causa de problemas de saúde em sua família. A solicitação foi aceita. Felipão também terá de adaptar o trabalho à ausência temporária de Belletti, Éwerthon e Cris, que vão ser liberados na sexta-feira para atuar por seus clubes no fim de semana, pela Copa dos Campeões. Os três reintegram-se à delegação provavelmente na segunda-feira. Na quarta-feira são esperados em Teresópolis alguns jogadores, como Roberto Carlos, Dida, Mauro Silva e Roque Júnior. Sobre Dida, inclusive, paira outra dúvida: o goleiro reserva do Milan deve ser julgado esta semana pela Justiça da Itália por uso de passaporte falso. Se for suspenso, também poderá ser afastado da seleção.Os problemas decepcionaram Scolari. "Eu imaginava que poderia montar a equipe com todos aqui; vou ter que me virar, ser inteligente, mas tudo na minha carreira é difícil." Em decorrência da dificuldade de contar com os jogadores com a antecedência prometida por Teixeira, o técnico praticamente descartou a hipótese de montar o time no esquema 3-5-2 para o jogo com o Uruguai. "Se eu não tiver quem queria no prazo previsto, posso mudar de idéia." Marcos - O goleiro titular da seleção ainda estava muito abatido com a eliminação do Palmeira na Taça Libetadores da América. Ele disse considerar difícil que haja tão cedo outra possibilidade de seu clube estar tão perto de outra decisão do torneio. "Agora não adianta olhar para trás. Minha obrigação agora é servir a seleção." Para Marcos, o novo treinador é uma pessoa bastante honesta e amiga, mas que exige bastante dos atletas.

Agencia Estado,

18 de junho de 2001 | 19h39

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