Acervo Estadão
Acervo Estadão

Acuado, Del Nero se licencia do cargo de presidente da CBF

Marcus Antônio Vicente assume o posto segundo comunicado

O ESTADO DE S.PAULO

03 de dezembro de 2015 | 19h43

Pouco mais de seis meses depois de estourar o escândalo de corrupção da Fifa, Marco Polo del Nero finalmente deixou a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ainda que de forma provisória. Poucas horas após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar o indiciamento dele e de outros 15 dirigentes do futebol das Américas, o dirigente máximo do futebol brasileiro pediu licença do cargo.

"A CBF vem a público informar, face às noticias veiculadas nesta data, que o presidente Marco Polo Del Nero apresentou pedido de licença do cargo com a finalidade de dedicar-se à sua defesa, em vista de ter seu nome mencionado em acusações relatadas pela Justiça norte-americana e pelo Comitê de Ética da Fifa", diz nota publicada no site oficial da CBF.

A entidade defende Del Nero dizendo que "em nenhum dos procedimentos relatados foi conferida ciência ao presidente do conteúdo das acusações". Após o FIB escrever em seu relatório que "Del Nero recebeu propina para a Copa América e para a Copa do Brasil" e que pediu "ao lado de (José Maria) Marin e (Ricardo) Teixeira, propinas para a Copa Libertadores", Del Nero diz que tem "absoluta convicção da comprovação de sua inocência".

Ainda de acordo com a CBF, "neste período de licença", Del Nero será substituído pelo vice-presidente Marcus Antônio Vicente. O dirigente do futebol capixaba, deputado federal pelo PP do Espírito Santo, foi designado para o cargo pelo próprio Del Nero, "em cumprimento às suas atribuições estatutárias", pelo que diz o comunicado da CBF.

NOTA OFICIAL DA CBF

A Confederação Brasileira de Futebol vem a público informar, face às noticias veiculadas nesta data, que o Presidente Marco Polo Del Nero apresentou pedido de licença do cargo com a finalidade de dedicar-se à sua defesa, em vista de ter seu nome mencionado em acusações relatadas pela Justiça norte-americana e pelo Comitê de Ética da FIFA.

Em nenhum dos procedimentos relatados foi conferida ciência ao Presidente do conteúdo das acusações, sendo certa sua absoluta convicção da comprovação de sua inocência, tão logo possa exercer os consagrados e constitucionais direitos ao contraditório e à ampla defesa.

Neste período de licença, o Presidente, em cumprimento às suas atribuições estatutárias, designa, interinamente, para o exercício da Presidência da CBF o Vice-Presidente Marcus Antônio Vicente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.