Walter Bieri/EFE
Walter Bieri/EFE

Acusada de manipulação, Fifa tenta se explicar na votação da Bola de Ouro

Mudança na data de entrega dos votos foi muito questionada, principalmente por Franck Ribery

Jamil Chade, Enviado especial - Enviado Especial

13 de janeiro de 2014 | 13h42

ZURIQUE - Atacada e acusada de manipulação, a Fifa tenta se explicar por conta da votação para a Bola de Ouro de melhor jogador do mundo, entregue nesta segunda-feira ao atacante Cristiano Ronaldo. Técnicos e jogadores acusaram a entidade de ter mudado as datas da votação para favorecer o português. Lionel Messi e Franck Ribery também concorriam.

Pela primeira vez na história, a Fifa adiou a votação e acabou incluindo também os jogos da repescagem das Eliminatórias. Ronaldo brilhou e muitos alertaram que isso poderia ter pesado à seu favor. Mas o adiamento não incluiu o Mundial de Clubes no Marrocos, onde Ribery foi eleito o melhor e saiu com a taça.

Walter de Gregório, diretor de Comunicação da entidade, usou a coletiva de imprensa nesta tarde dos candidatos para tentar se explicar. "O processo foi supervisionado pela PriceWaterHouse", disse. Segundo ele, a data para enviar os votos era 15 de novembro, mas diante do baixo número de votos, o prazo foi adiada para 29 de novembro.

Gregório insistiu que, mesmo que se a votação de 15 de novembro tivesse sido usada, o vencedor seria o mesmo. "No meio de novembro, tínhamos recebido apenas 50% dos votos. Ao final, foram 88%", disse.

"Algumas pessoas manipularam o processo ", disse o presidente do Bayern Munique, Uli Hoeness, antes mesmo do anúncio ao chegar em Zurique. "Não se ajusta nos planos de alguns que o Bayern ganhe tudo", insistiu, apontando uma "conspiração".

O próprio Franck Ribery chamou o processo de "vergonha". "Foi o meu ano. Não vejo lógica (ao não ganhar)". "Não posso fazer mais para ganhar a Bola de Ouro. Ganhei tudo este ano", disse.

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