Acusado de corrupção em escândalo da Fifa, argentino se diz inocente nos EUA

O empresário argentino Alejandro Burzaco se declarou inocente diante de um tribunal federal dos Estados Unidos, em Nova York, nesta sexta-feira. Ele é acusado de corrupção no escândalo que vem abalando a Fifa desde a prisão de sete cartolas no dia 27 de maio, em Zurique.

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2015 | 18h05

O juiz federal responsável pelo caso estipulou fiança de US$ 20 milhões ao argentino, que não deve ter dificuldades para pagar o valor. Ele é dono de diversas propriedades e era o presidente da empresa Torneos y Competências, que detinha os direitos de comercialização de competições como a Copa América.

Após pagar a fiança, Burzaco poderá optar pela prisão domiciliar. Para tanto, deverá contar com uma tornozeleira eletrônica. Nem o empresário e nem seus advogados concederam entrevistas ao fim da audiência realizada nesta sexta.

O empresário de 50 anos, principal executivo da Torneos y Competências, é acusado de pagar milhões de dólares em propinas a dirigentes da Fifa e da Conmebol para obter os direitos de comercialização de competições organizadas por estas entidades. Entre estes torneios estão quatro edições da Copa América.

Procurado pelo FBI e pela Interpol, ele era considerado foragido desde que foi indiciado, no fim de maio. Em Zurique, às vésperas da eleição presidencial da Fifa, ele tomava seu café da manhã no hotel Baur au Lac quando a operação policial teve início. Ao se dar conta de que se tratava de uma ação contra a Fifa, deixou o local sem ser notado, não retornou ao seu quarto e conseguiu sair da Suíça.

Ele, então, viajou para a Itália, onde permaneceu até se entregar às autoridades no dia 9 de junho, aconselhado por seus advogados para que tentasse negociar um acordo de delação premiada. Extraditado para os Estados Unidos, a pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Burzaco se apresentou a um tribunal federal nesta sexta.

O argentino é o terceiro indiciado no escândalo da Fifa a se apresentar à Justiça americana. Antes dele, o ex-vice-presidente da entidade, Jeffrey Webb, foi extraditado pela Suíça. E o executivo americano Aaron Davidson, presidente da unidade dos EUA da Traffic, se apresentou às autoridades.

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