Acusado de suborno, dirigente do Nepal é suspenso pela Fifa por 10 anos

Em outro caso de suborno envolvendo dirigentes do futebol mundial, a Fifa suspendeu nesta segunda-feira por dez anos o presidente da Federação de Futebol do Nepal, Ganesh Thapa, condenado por ter vendido seu voto durante eleição do Comitê Executivo da entidade que controla o futebol mundial.

Estadão Conteúdo

16 Novembro 2015 | 15h53

De acordo com a Fifa, Thapa aceitou dinheiro para votar em determinados candidatos a preencher cadeiras asiáticas do Comitê Executivo em 2009 e 2011. O dirigente era vice-presidente da Confederação Asiática de Futebol quando a entidade era então encabeçada por Mohamed bin Hammam, que também foi suspenso de sua atividade de dirigente pela Fifa após chegar a se candidatar à presidência do órgão.

Apesar das suspeitas que recaíam sobre ele desde 2012, Thapa conseguiu conservar por um bom tempo seus cargos na Ásia e na Fifa. Agora, porém, foi considerado culpado de "solicitar e aceitar pagamentos em dinheiro de outro dirigente de futebol em benefício pessoal e de sua família", afirmou a Fifa em comunicado divulgado nesta segunda.

A punição foi anunciada três anos depois de os investigadores da Fifa apurarem que um filho de Thapa, Gauray, recebeu US$ 100 mim em dinheiro de Bin Hammam em meados de 2009. Gauray era, na época, empregado da Confederação Asiática de Futebol.

Bin Hammam, por sua vez, foi reeleito presidente da confederação, em 2009, por pequena margem de votos em meio à denúncias de irregularidades. Depois da reeleição, um estreito aliado do dirigente, Vernon Manilal Fernando, do Sri Lanka, foi suspenso por toda a vida de sua atividade no futebol por subornar dirigentes.

Além de Thapa, a Fifa também anunciou nesta segunda-feira a suspensão do presidente da Federação de Futebol do Laos, Viphet Sihachakr, também por prática de suborno na eleição dos membros do Comitê Executivo da entidade máxima do futebol em 2011.

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