Acusados de invasão ao CT do Corinthians são denunciados

Dos mais de cem que depredaram o CT, apenas quatro foram identificados pela Polícia Civil

Raphael Ramos, Agência Estado

13 de março de 2014 | 18h29

SÃO PAULO - O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) denunciou quatro acusados de invadir o CT do Corinthians por formação de quadrilha, constrangimento ilegal e crime de dano. Os torcedores denunciados são aqueles que a Polícia Civil conseguiu identificar até agora: Tiago Aurelio dos Santos Ferreira, Gabriel Monteiro de Campos e Tarcísio Baselli Diniz estão presos, enquanto Fernando Wilson de Carvalho permanece foragido. O caso está na 17ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

Mais de cem torcedores invadiram o CT do Corinthians no dia 1º de fevereiro. Duas semanas depois, a Polícia Civil lançou a "Operação Hooligans", com a atuação de 90 policiais e 13 delegados, que percorreram as sedes de três torcidas uniformizadas do clube e as casas dos torcedores para prender os invasores. Como 20 das 32 câmeras de segurança do local não gravaram imagens da invasão, a identificação dos vândalos foi prejudicada.

Segundo o clube, este tipo de falha nas câmaras de segurança ocorreu 12 vezes no mês de janeiro. O levantamento feito por um responsável de TI (tecnologia da informação) do Corinthians já foi repassada à policia e consta nos relatórios que estão sendo analisados. Um servidor, que em tese pode explicar o por que do problema, também está em poder das autoridades.

Sem conseguir identificar a maioria dos invasores, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) trabalha na individualização de conduta. Ou seja, quer saber exatamente o que cada um fez durante o período em que esteve no CT do Corinthians.

O Sindicato dos Atletas de São Paulo pede R$ 6,2 milhões ao Corinthians por causa da invasão. A entidade entrou com uma ação na Justiça do Trabalho e o caso será julgado no dia 3 de junho. A ação consiste em dois itens: 1) assédio moral e atentado aos atletas; 2) ambiente de trabalho inseguro. Para cada um dos itens, o sindicato pede R$ 100 mil de indenização por atleta. Como havia 31 atletas no CT no momento da invasão, o valor total da ação chega a R$ 6,2 milhões.

O sindicato resolveu responsabilizar o clube pela invasão devido à relação da diretoria com as torcidas organizadas. Comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Benedito Roberto Meira chegou a insinuar que o Corinthians abriu o CT Joaquim Grava para a entrada dos torcedores naquele dia. Mas a direção corintiana nega que tenha facilitado a entrada dos vândalos.

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