Adaílton diz que diretor quis tirar seu salário no Santos

Jogador afirma que diretor propôs que ele não recebesse enquanto não estivesse recuperado para jogar

Sanches Filho, Especial para O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2008 | 19h43

A decisão do zagueiro Adaílton de pedir rescisão de contrato com o Santos foi explicada nesta sexta-feira pelo próprio jogador, em sua entrevista de despedida do clube. "Uma pessoa da direção me propôs ficar sem receber salário enquanto não voltasse a jogar", afirmou. Por conta da proposta, ele resolveu sair."Foi um baque para mim porque não foi levado em consideração o meu esforço no tratamento para voltar mais rápido. Chegava às 6h, ficava em tratamento até tarde e terei condições de voltar a treinar em campo em uma semana", disse o zagueiro, que está na fase final de recuperação de uma cirurgia no ligamento cruzado do joelho direito, lesão sofrida em fevereiro, durante o Campeonato Paulista.Adaílton inocentou o presidente Marcelo Teixeira e o vice Norberto Moreira da Silva. "Os dois me disseram que não sabiam de nada, mas acho que o profissional tem de ser respeitando e isso não aconteceu nesse episódio", afirmou o zagueiro.Ele explicou que, em razão de uma cláusula do seu contrato, não poderá assinar com nenhum clube brasileiro até o fim do ano, o que o impede de ir para o Palmeiras, como chegou a ser cogitado. "E o Santos continua com direito a um percentual na minha negociação", concluiu.

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