Adãozinho terá torcida organizada

Enquanto torcedores, jornalistas e jogadores dos mais variados clubes discutem, embalados pela seqüência de bons momentos vividos pelo São Caetano nos últimos anos, se o time do ABC já está entre os considerados ?grandes? do futebol brasileiro, é do zagueiro Serginho a melhor definição sobre o assunto. "Não adianta nada disso. O São Caetano só vai ser grande daqui uns 30, 50 anos", afirmou. E a lucidez do jogador fica acentuada na análise do momento pelo qual passa a equipe. Para Serginho, não bastam títulos para determinar que um clube é grande. "É necessário uma continuidade de boas participações. O Corinthians e o São Paulo não nasceram grandes, cheios de torcedores. Conquistaram essa condição com o tempo", explicou. "E esse é o caminho do São Caetano." Só para lembrar, times como Bragantino e Inter de Limeira já foram campeões paulistas e desapareceram do cenário nacional. Serginho é um dos remanescentes do grupo que começou essa trajetória de sucesso e projetou o clube nacional e internacionalmente. "O mais importante agora é manter a mesma filosofia de trabalho", recomendou. Força - Enquanto não tem uma torcida própria que seja comparada a dos clubes mais tradicionais, os jogadores do São Caetano recorrem aos familiares. A irmã do meia Adãozinho, Celina Fernandes, confirmou que a família montou uma caravana que vai lotar dois ônibus com parentes e amigos que vão sair de Bragança Paulista. "Compramos 80 ingressos e mandamos fazer faixas para a partida." A reação da família e dos amigos de Adãozinho, mais o apoio da população de Bragança, vem ao encontro das aspirações da diretoria de aumentar a torcida do clube a partir da Libertadores. Os dirigentes sabem que a fidelidade e o tamanho da torcida são importantes na hora de negociar cotas de transmissão de TV e fazer com que o time do ABC seja influente nos bastidores do futebol.

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