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Adaptado na Europa, Alex Sandro está pronto para brigar pela seleção

Lateral-esquerdo do Porto ganhou experiência jogando fora do País, aprendeu a "pensar rápido" e agora vai lutar para conquistar Dunga

Antonio Torres do Cerro, EFE

14 de outubro de 2014 | 08h16

Convocado por Mano Menezes e esquecido por Felipão, Alex Sandro, do Porto, espera conquistar a confiança do técnico Dunga e se firmar na seleção brasileira. Fora dos amistosos diante de Argentina e Japão por causa de uma lesão, o jogador revelado pelo Atlético-PR e que se firmou no Santos, quer utilizar a experiência adquirida na Europa para brigar de igual por uma vaga entre os 23.

"Quando estamos nos planos da seleção já é excelente. Para mim, se a convocação para a seleção vem, é fruto do trabalho que faço no clube. Estou feliz que Dunga tenha me convocado, mas não pude ir", declarou, ao se referir à lesão que o tirou da lista de convocados para os amistosos contra Argentina e Japão. Dodô foi no seu lugar.

Além do jovem da Internazionale, a briga por vaga ainda ganha a concorrência de Marcelo e Filipe Luis. "O Brasil é assim, felizmente está cheio de jogadores bons. Sempre surgirá uma estrela e todos entendemos isso. Talvez a seleção brasileira seja uma das difíceis de se entrar exatamente por isso."

Ciente que precisa mostrar serviço para convencer Dunga, ele espera manter o bom momento vivido em Portugal. Titular do Porto aos 23 anos, Alex Sandrotraçou diferenças entre o estilo de futebol praticado no Brasil e na Europa."O Porto tem essa cultura de trazer jogadores novos, formá-los ecolocá-los para jogar. Nisso, o Porto é excelente. Na Europa é preciso pensarmais rápido. No Brasil temos muito tempo para pensar", avaliou.

Entre as diferenças citadas, o jogador enfatizou a dificuldade de chegar aoVelho Continente como um lateral acostumado a atacar mais do que defender."Uma das posições mais difíceis de chegar aqui e jogar é sendo um lateral.No Brasil, nossa função preferencial não é defender, precisamos ajudarofensivamente. Por isso, quando chegamos aqui sofremos. Queremos atacar edeixamos espaços nas nossas costas", comentou.

Segundo o atleta que disputou os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, acaracterística ofensiva mostrada durante as partidas vem desde cedo, por tersido "adaptado" à posição de lateral-esquerdo durante as categoriasde base. No início, Alex Sandro atuava como meia."Eu jogava com a camisa 10, como meia, inclusive quando fiz o teste para oAtlético-PR. Mas, como faltavam, laterais-esquerdos, fui me adaptando eme encaixei bem. Um bom lateral tem que pensar primeiro como defensor. O bom dobrasileiro é que quando aprende a defender, já tem o ofensivo no sangue",disse.

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