Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Adauto nega relaxamento e vê queda do Corinthians como algo natural

Diretor e o gerente Alessandro Nunes deram entrevista para manifestar apoio ao elenco antes da partida contra o Palmeiras

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2017 | 12h34

A diretoria do Corinthians, através do diretor de futebol, Flávio Adauto, e do gerente de futebol, Alessandro Nunes, decidiram manifestar apoio ao elenco nesta terça-feira e a dupla foi dar entrevista coletiva para afirmar a confiança em seus atletas. Adauto nega relaxamento e diz que a queda de rendimento é algo natural.

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“Vi que a chance de ganhar poderia causar um relaxamento, mas não identificamos nada. Houve uma queda natural. Também bateram tanto no negócios de salários, mas agora, 100% dos contratos do Corinthians são CLT. Desde que o Roberto (de Andrade, presidente) assumiu, temos essa política. Seria esse o problema? Não é. É o relacionamento? Gente do céu, não tem nada. Aconteceu uma queda natural, que espero que passe a partir de domingo", afirmou o dirigente, em entrevista coletiva realizada no CT Joaquim Grava.

Alessandro adota o mesmo discurso de Adauto e reforça ser quase impossível passar uma temporada completa sem cair de rendimento, mas que mesmo assim, a diretoria confia no trabalho do técnico Fábio Carille e de seus comandados.

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“A crítica é importante ao profissional, pois traz acréscimo, aprendizado e é natural na vida de qualquer profissional no futebol. Mas é praticamente impossível passar uma temporada sem críticas. O Corinthians tem um histórico tão importante que tenho certeza de que as críticas também serão importantes", afirmou o ex-lateral-direito.

Em relação à queda de produção de alguns jogadores, Alessandro admite o problema, entretanto, acha injusto que se credite um resultado negativo ao fato. “Acredito que quando o treinador faz uma defesa, ele quer expandir tanto os méritos quanto as cobranças. È um discurso muito repetitivo, mas é uma verdade: quando perde é todo mundo, quando ganha é todo mundo. Detectamos os melhores e piores momentos de um atleta na temporada, essa oscilação é comum. Se estão oscilando e são referências técnicas, pode até ter um peso maior. Mas sempre privamos o elenco de elogias ou críticas de uma maneira geral”, explicou.

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O dirigente ainda citou os casos de Rodriguinho, Jadson e Arana. “Temos nossa avaliação interna, mas precisamos de todos. Quando perdemos da Ponte, não foram Rodriguinho e Jadson que perderam. Assim como não foi o Arana que deu os três pontos contra o Palmeiras no primeiro turno”, ponderou.

O elenco do Corinthians volta aos treinos na manhã desta quinta-feira, novamente no CT Joaquim Grava. No sábado, a equipe deve treinar na Arena Corinthians, com portões abertos, para que a torcida preste seu apoio na última atividade antes do clássico com o Palmeiras.

 

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