Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Ademir da Guia é vítima nas desavenças entre Palmeiras e WTorre

Convite para ser locutor da arena causa constrangimento ao ídolo

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 07h00

A desgastada relação entre Palmeiras e WTorre fez com que o maior ídolo da história do clube, Ademir da Guia, passasse por uma situação constrangedora no sábado. Ele foi anunciado pela construtora como locutor do Allianz Parque na partida contra o Atlético-PR, mas teve vetada sua participação pelo clube e ficou chateado com a situação. “O pessoal do Allianz me falou que o rapaz do sistema de som estava viajando e me convidou para ir lá. Nem sei fazer essa coisa, mas aceitei para ajudar. Depois me ligaram e falaram que contrataram uma pessoa e que eu não iria fazer nada”, completou o ex-meia. O próprio presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, foi quem ligou para o craque.

Ademir não quis entrar em detalhes com a reportagem do Estado. “Foi isso que aconteceu e só. Não tem mais o que falar agora. Eu só queria ajudar”. 

Para amigos, revelou ter ficado constrangido por ter se envolvido indiretamente na disputa entre clube e construtora. “Eu só queria que eles se dessem bem; todo mundo ganharia com isso”, disse o Divino. Os envolvidos alegam que houve falta de comunicação. O Palmeiras informa que em momento algum foi consultado sobre a ideia da construtora e por isso contratou Edson Sorriso como locutor. Ele geralmente trabalha no Pacaembu. 

Já a construtora diz que o locutor do estádio seria de sua responsabilidade, por isso queria aproveitar a ocasião para fazer uma homenagem. “Nossa intenção era apenas homenagear os grandes nomes palmeirenses. Tanto que outros palmeirenses ilustres foram sondados para outros jogos. Não imaginávamos que o Palmeiras seria contra uma ação que visa prestigiar torcedores ilustres e craques do passado”, disse a construtora, através de comunicado. 

NOVELA

sse é mais um capítulo da disputa entre clube e construtora. Desde que Paulo Nobre assumiu a presidência, passou a discordar de muitos pontos no contrato. O principal deles é o direito da venda de cadeiras cativas no estádio. O Palmeiras entende que a WTorre tem direito a apenas 10 mil lugares e o restante pertence ao clube. Já a construtora acredita que é a dona de todos os assentos da arena. Esse e outros temas estão sendo discutidos na Câmara de Arbitragem e não têm prazo para serem solucionados.

Mais um barrado. Quem também se envolveu em confusão antes do jogo foi o ex-atacante Evair. Segundo seu assessor, ele não foi autorizado por um funcionário da portaria a entrar no estádio sem ingresso e não quis esperar que um amigo lhe conseguisse a entrada.  Geralmente, os ex-jogadores podem pedir ingresso e entrar gratuitamente no estádio, mas precisam pedir antecipadamente, algo que não foi feito. O fato de ver o ídolo barrado na porta do estádio causou a irritação de muitos torcedores palmeirenses. 

Notícias relacionadas
Tudo o que sabemos sobre:
FutebolPalmeiras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.